Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças!
Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007
Histórias curtas XXX - Problemas do coração (parte II e última)
Naquele sábado de final de Julho, novamente pelas cinco horas de outra tarde soalheira, os dois amigos voltaram à esplanada onde na antevéspera tinham estado com a Laura e a Guiomar.
Já lá os esperavam as duas colegas e amigas.
Os homens dirigiram-se para a mesa delas e saudaram-se com alguma efusão.
A conversa foi animada. Com o Valério não poderia deixar de o ser. Mas o Jerónimo, embora menos falador, tinha um humor inteligente que a elegante funcionária do Estado já tinha apreciado e que muito lhe agradava.
À noite houve nova reunião dos cinco na casa propriedade do homem das louças e cristais.
No dia seguinte, domingo, houve novo encontro na esplanada junto ao mar mas, desta vez, a Maria de Lurdes também foi.
À noite, todavia, a Guiomar não apareceu em casa do Valério: no dia seguinte tinha de se levantar cedo para regressar ao trabalho.
 
Passaram-se muito poucos dias e as condições meteorológicas esmoreceram: mais nuvens, menos sol, menos calor e as idas à esplanada deixaram de se realizar.
Mas o Jerónimo sentia saudades daquela mulher que tanto o cativara. Como naquele período não tinha nenhum projecto de engenharia entre mãos, mais tempo livre lhe sobrava para pensar nela.
Como poderia ter ficado tão enfeitiçado assim, de repente, ele que já tinha sessenta e dois anos? É que não se tratava só de atracção física. Havia alguma coisa mais abrangente e intensa.
Era daquelas coisas que a ciência ainda não sabe explicar. E talvez não faça falta nenhuma pois por vezes é preferível não perceber certas coisas.
Ocorreu-lhe muitas vezes ir ter com ela, mas nunca o fez.
Passados uns dez ou doze dias decidiu falar com o vizinho que agora parecia andar já com outra senhora.
Precisava de desabafar!
E numa noite em que o careca estava disponível encontraram-se na casa deste.
- Ó meu caro amigo! – começou o de cabelos alvos e abundantes – Tenho de me abrir consigo. Não aguento mais...
- Abra! Abra! – e riu-se – Sou um homem vivido e, portanto, excelente conselheiro – ironizou o viúvo.
- Mas prometa que só se ri baixinho e que não dá gargalhadas.
- Isso não posso prometer! Se você me der motivos eu rio-me sonoramente.
- Olhe! Estou apaixonado pela Guiomar!
O outro riu-se e comentou:
- Apaixonado?
- Sim! Acho que sim! Tenho-a constantemente no pensamento, sonho com ela, apetece-me tê-la ao meu lado...
- Ó diabo! Parece que lhe deu forte! – exclamou o anfitrião – Sabe que não há idades para amar. Eu já lho disse muitas vezes, não é verdade? Pessoalmente, acho que estou embeiçado por três ou quatro ao mesmo tempo...
- E você julga que eu já não tive as minhas paixões depois de casado? Embora goste muito da minha mulher, as relações acabam por se tornar um tanto enfadonhas e fastidiosas e um tipo fica mais disponível para outras mulheres que nos tragam outra animação à vida – dissertou o engenheiro.
- É isso mesmo! A minha Clarinha - Deus a guarde em paz - era uma jóia, mas eu não aguentava ver outras mulheres que me picassem e ficar sem fazer nada. Coitada...nunca tive a certeza se não entendia ou se fazia de conta! Mas era uma santa! – rematou o Valério com uma leve ponta de arrependimento.
- Claro que percebia tudo, meu caro! Mas gostava tanto de si que preferia sofrer a correr o risco de o perder – expôs o seu ponto de vista, o Bastos.
E prosseguiu:
- Mas você sempre foi muito pior que eu. Tive dois casos sérios mas, quando comparava essas mulheres com a Maria de Lurdes elas saíam a perder em muitos aspectos e eu continuei sempre com ela. E não estou arrependido. Mas...olhe! Nesta fase do casamento estou sexualmente com pouco desejo e vigor. Eu sei que também é da idade, mas tenho a certeza de que se for para a cama com outra mulher a própria novidade me renova – falou, de novo, o engenheiro.
- Pois! Você quer comer a Guiomar, não é? Já percebi! – clarificou o careca.
- Neste caso não diga comer: é fazer amor! – e continuou – Mas como ela é amiga da minha mulher tenho medo de que se a abordar ela lhe diga qualquer coisa.
- Deixe-se disso, vizinho! Ela não diz nada! Até vai gostar, e muito, porque isso é um elogio para uma mulher. Sabe o que lhe digo? Vá procurando encontrar-se com a Guiomar como se fosse por acaso, e deixe as coisas correrem. Quando vir que é o momento de saltar para a presa! Pumba! – aconselhou o especialista em conquistas amorosas.
- Sim! Penso que essa será a melhor táctica. Mas é muito demorada... – queixou-se o Jerónimo.
- Ora! Se fosse uma fulana qualquer, eu diria para se atirar de cabeça: deu, deu; não deu, não deu! Mas com esta e ainda por cima se está embeiçado por ela e ela é amiga da sua mulher...Olhe! Aproveite o facto de ser amiga da Lurdes e sugira à sua mulher que a convide lá para casa ou coisa assim, percebe? – disse o gorducho.
- Pois é! Tem razão! Quando se está apaixonado não se tem muita clarividência e consultar um expert é sempre bom – disse, rindo, o mais novo dos amigos.
A conversa prosseguiu animada até tarde, tendo o Valério confessado que agora estava embeiçado por uma enfermeira:
- Chama-se Ester Ramos e tem cinquenta e seis anos, mas se eu ficar doente é a melhor para cuidar de mim! E é uma mulher muito fogosa...
Não puderam ambos reprimir uma risada.
 
Os dias foram passando e o Valério começou a fazer o cerco à Guiomar. De uma forma subtil mas, usando do charme que ainda possuía, tornava-se evidente que cada vez mais ela ía permitindo a aproximação.
Uma vez levou-a a sua casa com o pretexto de explicar à Maria de Lurdes umas questões que tinham a ver com as relações da fiscalidade com uma actividade por conta própria. O homem sabia muito sobre o assunto, mas disse que era melhor falar com alguém que dominasse o tema e assim ele mesmo tiraria proveito.
E, como tinha planeado, a Guiomar passou a ir lá a casa mais vezes. Depois foram ambos a casa da funcionária.
Em suma: cada vez se íam aproximando mais.
Até que, certo dia, estavam ambos num barzinho ao fim da tarde e após ela ter saído do emprego, ele pegou-lhe na mão, o que não fazia pela primeira vez, e disse:
- Quando é que me convidas a ir lá a tua casa, Guiomar?
Ela pensou um pouco e respondeu:
- Eu gosto de ti, Jerónimo! E sei que gostas de mim. Mas agora que já passaram mais de três anos sobre a morte do meu marido, eu gostaria de casar de novo. E contigo não o posso fazer. E não quero desfazer um lar e muito menos trair uma pessoa de quem gosto muito e que é a tua mulher. Portanto é melhor deixarmos as coisas assim.
O engenheiro sentiu-se ferido no seu orgulho mas manteve a serenidade:
- Se é isso que pensas não me resta senão respeitar as tuas ideias. No entanto digo-te que me surpreendeste e me deixaste muito triste. Mas gostava de poder continuar a considerar-te minha amiga.
- Claro que sim! Sem dúvida! Mas acho que tenho de começar a conviver mais com outros homens do que contigo – disparou ela, cruel.
O Jerónimo sentiu-se como se tivesse levado uma facada no coração. Afinal tanto trabalho de conquista e agora era rejeitado de forma tão surpreendentemente abrupta e com uma frieza que o descorçoou. Teve vontade de a mandar dar uma volta mas controlou-se, como seria de esperar.
- Ok, Guiomar! Eu não quero ser um empecilho na tua vida, por isso não te vou contactar mais. Quando quiseres falar ou estar comigo fá-lo que eu estarei presente.
Ela ficou com os olhos muito brilhantes e uma lágrima malandra escorregou-lhe pela face ainda muito bela...
- És um querido! Podes crer que se precisar da tua companhia te contactarei. Só não sei se tu virás porque não tens para mim a disponibilidade que eu gostaria.
- Pois! Mas farei o possível para estar contigo – respondeu o homem, ainda chocado.
E pouco depois foi cada um para o seu lado, depois de um beijo em que os lábios se roçaram.
 
Seriam umas três da manhã quando tocaram à campaínha da porta do Bastos e da mulher.
Ele resmungou:
- Porra! Quem será a esta hora?
Levantou-se lentamente, calçou os chinelos e, já na entrada, perguntou:
- Quem é?
- Sou eu, vizinho! O Valério! Estou a sentir uma dor no peito. Deixe-me entrar, por favor.
O engenheiro abriu a porta de imediato e disse:
- Deite-se aí no sofá enquanto eu vou ligar para o 112 e me visto para ir consigo.
Pouco depois estava de novo junto do Valério:
- Mal chegue a ambulância eles começam a cuidar de si. Estes carros agora estão muito bem equipados e tem pessoal competente. Tenha calma que tudo se vai resolver.
Uns quinze minutos após o contacto para o número de emergência chegou uma ambulância.
A Maria de Lurdes e o filho Camilo também já estavam a pé e viram o vizinho a ser levado para dentro da viatura médica onde foi alvo dos primeiros cuidados, após o que esta arrancou com os besouros cintilantes e avisadores ligados para abrir caminho e o Jerónimo a acompanhar o amigo.
 
Após sete dias de internamento no hospital, dos quais cinco nos cuidados intensivos onde foi submetido a um cataterismo coronário que revelou o mau estado das suas artérias do coração, e após ter sido tratado de acordo com as patologias apresentadas, o antigo comerciante regressou a casa mais magro e com uma dose monumental de medicamentos e recomendações.
Livrara-se de um enfarte agudo e mortal por pouco!
Instalado na sua residência, socorreu-se da enfermeira a quem premonitoriamente considerara a parceira ideal.
Ainda a adaptar-se à nova situação, recordaria uns dias depois ao vizinho:
- Eu não lhe dizia que uma enfermeira era a parceira ideal? A minha Ester é quem me tem valido. E quero ver se por aqui vai continuando, nem que seja preciso compensá-la através do casamento. Não é coisa que me agrade muito mas, em última análise, lá terá de ser.
- Mas você não toma betabloqueadores? – quis saber o engenheiro.
- Pois tomo! E tiram a tusa! Pois tiram!
- E nem pense em usar Viagra com esses malvados comprimidos cor-de-rosa – recomendou o Bastos que sabia do assunto devido a um antigo colega que também tivera um problema de saúde semelhante.
- Mas atenção que há uns medicamentos que podem ser usados para compensar esse maléfico efeito... – disse, sempre optimista, o convalescente.
E continuou:
- Logo que esteja em condições começo a tomar isso para consolar a minha enfermeira que merece ser recompensada de tanta devoção aqui ao rapaz.
- Esperemos que tudo corra bem! E qualquer dia vou vê-lo casado de novo. Mas a vida de saltitão vai acabar, hein? – disse, sorrindo, o Jerónimo.
- Pois vai! Mas tenho cá a minha Ester! Ela compensa-me e se me der alguma macacoa também me socorre imediatamente.
Pouco depois o Bastos regressou a casa.
Estava sossegadamente a ver um noticiário no televisor e aguardando que o jantar estivesse pronto quando recebeu uma mensagem escrita no seu telemóvel.
Quando viu de quem era teve uma aceleração do ritmo cardíaco.
Dizia:
 “Amanhã à tarde vou faltar ao trabalho. Queres aparecer em minha casa às 4? Beijinhos. Guiomar”
Uma expressão de vitória desenhou-se no rosto do homem que, depois de esperar um pouco para se refazer da surpresa, escreveu a resposta:
“Não queria eu outra coisa há muito tempo. Lá estarei. Muitos beijos!”
Mas ficou a pensar e, pouco depois, escreveu nova mensagem:
“Então já não te queres casar?”
Pouco depois chegou o retorno:
“Quero! Mas enquanto não aparece o príncipe encantado vou andando com o príncipe casado”.


publicado por António às 13:01
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63 comentários:
De KI a 19 de Setembro de 2007 às 15:02
Polémico o q escreveste. "Será q tudo o que eu gosto é imoral, é ilegal ou engorda?" alguém cantava isto lol!!


Beijos... volto com mais tempo para ler de novo.




P.S: - Agora espero q consigas ler o último post. Gosto do preto mas fica difícil ler sim :)


De António a 19 de Setembro de 2007 às 15:07
Olá, Ki!
Achas polémico?
Eu não!
ihihihih

Beijinhos


De Paula Raposo a 19 de Setembro de 2007 às 16:12
Lolololol!!!!


De António a 19 de Setembro de 2007 às 18:34
Olá, Paula!
Isso quer dizer que te riste à ganância, não é?

Beijinhos


De Paula Raposo a 19 de Setembro de 2007 às 21:57
Claro. Querias que fizesse o quê??!! Perante este cenário só me resta rir.


De António a 19 de Setembro de 2007 às 22:33
Olha que o cenário é capaz de ser bem mais realista do que pensas.
Penso que me dás o benefício da dúvida quanto ao meu conhecimento dos comportamentos masculinos.

Beijinhos


De wind a 19 de Setembro de 2007 às 16:15
Gargalhadas, grande final:)))))
Gostei muito desta história, onde mostras as traições "maritais". Gostava de saber se fosse a mulher casada a trair como tu a tratavas.lololol
beijos


De António a 19 de Setembro de 2007 às 18:37
Olá, Isabel!
Eu tenho tratado muitas vezes o tema da infidelidade nos meus textos de ficção.
Certamente que já abordei a infidelidade quando o agente activo é a mulher.
E posso garantir-te que não a tratei mal...talvez só algumas vezes.

Beijinhos


De Marta a 19 de Setembro de 2007 às 21:08
hehe.. vá lá vá, não te saiste mal, eu ainda lhe punha mais um pouco de pimenta mas isso sou eu e ainda corria o risco de matar alguém. A cena dos comprimidos tá genial, e o final é irónico como seria de esperar de ti. Tado do homem.. mal apareça o primeiro "casável" vai ser despachado. Bem podia mandá-la passear..


De António a 19 de Setembro de 2007 às 21:31
Olá, Marta!
Enquanto o pau vai e volta folgam as costas.
Quero dizer: enquanto não aparece um não-casado, o casado vai aproveitando.
Obrigado pelo comentário.

Beijinhos


De Marta a 19 de Setembro de 2007 às 21:47
ou vai-sew aproveitando ela, dele.
estamos nos tempos das igualdades Exª..
bjs


De António a 19 de Setembro de 2007 às 22:36
Ou, não!
E!
Vai-se aproveitando ele e ela!
E quando num negócio ambas as partes ficam satisfeitas é porque o negócio é bom!
Certo?

Beijinhos


De António a 19 de Setembro de 2007 às 22:37
Melhor:
Vão se aproveitando ele e ela!
(até me baralhaste!)


De KI a 19 de Setembro de 2007 às 22:37
Li de novo, humm... isto tem um toquezinho de machismo disfarçável com o fim... hum hum... parece que a Guiomar entendeu que a felicidade são momentos e que garantias são efémeras.

Gostei!

Beijos Toninho lolol!!


De António a 19 de Setembro de 2007 às 22:45
Um toquezinho de machismo?
O gordo Valério é total e absolutamente machista.
O mais subtil Jerónimo é-o moderadamente.
Tudo isto é propositado, como é óbvio.
São dois tipos com mais de 60 anos para quem a igualdade de direitos entre homem e mulher não faz grande sentido.
Não foram educados, nem cresceram, nem se fizeram homens no estilo de sociedade actual.
São ainda mais velhos do que eu...ah ah ah.

Beijinhos


De sophiamar a 19 de Setembro de 2007 às 23:03
Ehehehehe!
Alguns anos de viuvez fizeram com que a Guiomar desse o dito por não dito. Enquanto vinha e não vinha o casamento, ia vivendo alguns momentos de felicidade ao lado do engenheiro não se importando com o facto de estar a trair a amiga. Necessidades a quanto obrigas!!!! Ahahahahahah!!!
Desta vez foste um marotão mas provaste que não há limite para amar.

beijinhosssss

Como sempre, voltarei para comentar.


De António a 20 de Setembro de 2007 às 13:56
Olá, Isabel!
Obrigado pelo teu comentário.
Este não é um dos meus melhores contos, tenho noção disso.
Mas tem uns diálogos muito realistas...penso eu de que...

Beijinhos


De sophiamar a 20 de Setembro de 2007 às 15:09
Voltei, António! Com esta dos betabloqueadores, que em tempos referiste noutro conto, intimidas muita gente. Com que então viagra e betabloqueadores, hummmmmm!!!!! incompatibilizam-se? Ai, Deus meu, já le vai o Valério! Ou lá vai a Guiomar porta fora.
É um belo conto, amigo! Isto é um retalho da vida de um engenheiro. Ou de outra pessoa qualquer. Acontece a qualquer. Corriam calmos os dias quando uma Guiomar se meteu pelo caminho. Afinal o homem até nem tomava betabloqueadores. Ahahahahah. Com 60 anos já estava entradote na idade mas a força de vontade tudo vence.
Voltarei .

Beijinhosssssss


De António a 20 de Setembro de 2007 às 17:52
Olá, Isabel!
Betabloqueadores são agentes cujo uso é importante para quem teve enfarte do miocárdio.
E betabloqueadores e Viagra são incompatíveis.
A probabilidade de morte no caso de uso conjunto é muito elevada.
Mas há sucedâneos do Viagra.
E há pelo menos um que não é incompatível com os betabloquedores.
É isso que o Valério já sabia e esperava usar para recompensar a Ester enfermeira para todo o serviço...ah ah ah
Tu repara bem o que eu sei...ah ah ah
Quando aos 60 anos...

As pessoas são são todas iguais, mas há muito homem que mantém uma vida sexualmente activa muito depois dos 60 e até dos 70.
Obviamente que não é como aos 20 ou aos 30...mas dá para agradar a muita senhora...ah ah ah
(eu escrevi muita e não muitas)

Beijinhos


De sophiamar a 21 de Setembro de 2007 às 20:03
António, Amigo Querido!

Fiquei satisfeita com a explicação. E descansada. Os anos já lá vão e...nunca se sabe...ahahahahah
Aprender até morrer! E tudo isto afinal faz parte da vida e da nossa alegria ou tristeza.
Afinal a vida sexual activa vai até muito longe. Assim o possamos. Aproveitemo-la!!!

Beijinhosssssssssssssss para o norte...... com amizade.


De António a 21 de Setembro de 2007 às 22:42
Olá!
Humm...
Já tens post novo!
Aposto!
ah ah ah

Beijinhos


De Samuel a 20 de Setembro de 2007 às 01:05
Descobri o seu blog à pouquissimo tempo, e até agora estou a adorar ler estas pequenas histórias, os meus parabéns.
Gostei imenso deste texto, apesar de o achar pequeno, porque depois de o começar a ler dá vontade que continuasse por muitas e longas páginas. Mas mesmo sendo pequena a história, acho que está bem conseguida e então renovo-lhe os meus parabéns.


De António a 20 de Setembro de 2007 às 10:12
Olá!
Obrigado pela presença e pelo comentário.
Já escrevi histórias muito longas no blog-pai mas concluí que não é muito bom escrevê-las on-line.
Prefiro escrever Histórias Curtas.
O blog-pai é o:
http://eusoulouco.blogspot.com

Abraço


De Peter15 a 20 de Setembro de 2007 às 11:39
António

Nem todos os contactos e amizades vão dar em sexo. Por vezes existe a noção (errada) que numa amizade entre sexos diferentes, o homem tem sempre essa ideia em mente. Às vezes acontece, mas, quando surge, surge naturalmente.

Em resposta ao meu comentário à I parte do teu texto eu referi que a vivência aqui em Lisboa seria diferente da do Porto.
Não podemos generalizar, como é óbvio, mas eu penso que no Porto é mais frequente o contacto entre as pessoas.
Aqui em Lisboa é um "corre-corre" que não dá tempo para nada, as pessoas são mais metidas consigo e acabam por se isolar no seu "bunker" familiar ou profissional.


De António a 20 de Setembro de 2007 às 13:03
Meu caro amigo Peter!

Obviamente que a amizade não conduz sempre a uma relação íntima.
Mas eu escrevo histórias.
E as histórias, para serem interessantes, tem de ter ingredientes que as tornem apelativas. Uma história só com gente certinha é demasiado côr-de-rosa para o meu gosto, quer de leitor quer de escriba.
Por isso, procuro que as minhas personagens tenham comportamentos que possam ser mais estimulantes para o leitor e argumentos que tenham alguma dose de imprevisto.
Não são um poeta nem gosto de escrever coisas meladamente românticas.
Deixo isso para outros que o saberão fazer melhor do que eu.

Em relação à diferença entre comportamentos de alfacinhas e tripeiros, não concordo contigo.
A vida no Porto é tão agitada como em Lisboa e as relações humanas serão mesmo mais difíceis aqui do que aí.
(refiro-me sempre às metrópoles de Lisboa e Porto e não às cidades, somente)
Os tempos que passei em Lisboa ao longo da minha vida levam-me a dizer que é muito mais fácil estabelecer novos contactos na capital do que no norte.

Enfim...em desacordo, como de costume...ah ah ah

Um abraço


De apps a 20 de Setembro de 2007 às 15:07
gosto de te ler... escriba
beijo apertado *ap


De António a 20 de Setembro de 2007 às 17:37
Olá, prima!
Hás-de explicar-me o que é um beijo apertado...ah ah ah

Beijinhos


De apps a 20 de Setembro de 2007 às 17:47
beijo:

do Lat. basiu
s. m.,
acto de poisar os lábios nalguma pessoa, ser ou coisa em sinal de amor, afeição ou veneração;
ósculo;
contacto leve.

apertado:

adj.,
estreito, acanhado, comprimido;
fig.,
poupado;
austero, rigoroso;
atormentado;
perguntado com insistência.


De António a 20 de Setembro de 2007 às 17:55
Portanto, "contacto leve e atormentado" serve, é?
ah ah ah


De apps a 20 de Setembro de 2007 às 18:14
nao te parece demasiado complexo?
hum,... complexo:

do Lat. complexu

adj.,
que abrange ou encerra muitos elementos ou partes;

que pode ser observado de vários aspectos;

complicado;

s. m.,
acção de abranger;

conjunto de coisas;

circunstâncias ou actos que têm entre si qualquer ligação ou relação;

Psic.,
termo utilizado por Freud para designar o conjunto de representações de forte carga emotiva que se encontram reprimidas no inconsciente do indivíduo e que influenciam a sua vida afectiva.

- de inferioridade: sentimento experimentado por alguns indivíduos que, de uma forma geral, se sentem inferiores aos outros;

ter -s: ter falta de confiança em si próprio;

Mat.,
número -: um número complexo é constituído por duas partes, uma real e outra imaginária e pode exprimir-se sob a forma x+yi, em que x e y são quantidades reais e i é a raiz quadrada de -1 (a parte real do número complexo é x e a imaginária é yi).


De António a 20 de Setembro de 2007 às 18:33
Não!
Acho que
"número -: um número complexo é constituído por duas partes, uma real e outra imaginária e pode exprimir-se sob a forma x+yi, em que x e y são quantidades reais e i é a raiz quadrada de -1 (a parte real do número complexo é x e a imaginária é yi)" é óptimo!
Não concordas?


De apps a 20 de Setembro de 2007 às 23:05
sim, se a raiz quadrada de -1 for i!!!!

beijo aper... abraços, muitos abraços!
*ap


De António a 20 de Setembro de 2007 às 23:53
A raíz quadrada de -1 é i, sem dúvida!
(estes matemáticos são loucos!)
Ahhhhhh...
Abraços tá melhor!
Esses é que podem ser apertados...
Mas eu prefiro mandar xi-corações...eh eh


De António a 21 de Setembro de 2007 às 08:45
Mas também posso mandar beijos apertados...ihihihih


De apps a 21 de Setembro de 2007 às 17:44
o que é engraçado e "apertado" é o reatar de um contacto... de algo comum, claro, com beijos e abraços apertados...hum, os leitores comentadores do teu blog já devem estar confusos, cousin!
Esta conversa é interminável, é?


De António a 21 de Setembro de 2007 às 18:33
Tudo termina com a morte...eh eh
Ahhh...Os tipos da Aveleira não terão preços apertados para a estação baixa?
(aquilo é quasi tudo da Maria Elisa da TV, não é?)

Beijos apertados
(afinal estou a gostar da expressão)


De apps a 21 de Setembro de 2007 às 21:08
ah, nao foi isso que li no teu conto "num outro mundo"...
nao me digas que achas muito 60 € casa para 3 pessoas!?... pois,... 50 km, não é? amanhã vou à aldeia fazer reconhecimento e vou tentar negociar os valores, will see! xxxxx *ap
tens a certeza que tem maria elisa metida nisto!?


De António a 21 de Setembro de 2007 às 21:50
Caro não é!
Mas se puder ser mais barato...
Nunca ouviste dizer que no poupar é que está o ganho...ah ah ah.
No site da aldeia vi 3 ou 4 casas propriedade de Maria Elisa Domingues (é a da TV, não?) ou do filho.
Podes conferir.
E ainda meto uma cunha para o meu filho...ah ah ah

Beijos apertados


De apps a 21 de Setembro de 2007 às 22:03
vou tentar, mas depois com a minha comissão e coisa e tal... que ciganada! amanhã já te digo alguma coisa, está bem?!... plagiatore de beijos
*ap


De António a 21 de Setembro de 2007 às 22:40
Antes plagiar beijos do que contos...eh eh

Beijos apertados


De apps a 25 de Setembro de 2007 às 23:48
Então, cadê mais histórias... estou a ficar impaciente, vamos lá, toca a trabalhar, toca a trabalhar! Já és um vício, não te esqueças!

Beijos preguiçosos *ap


De António a 26 de Setembro de 2007 às 09:18
Priminha querida!
Tenho um problema no sistema informático que me tem consumido a paciência e o tempo.
Sabes como são estas coisas, não sabes?
Mas vou tentar postar a parte I de uma nova história logo que possa. Ainda tenho de a ler e reler para detectar erros e melhorar o texto.

Beijos apertados


De leonoreta a 20 de Setembro de 2007 às 20:05
ola antonio.
a tua veia ontista é deveras impressionante. à boa maneira do obélix diria que caisteno caldeirão da imaginação quando eras perqueno.
gostei especialmente de uma parte em que o jeronimo se confessa apaixonado. é sempre uma sensação nova e levitante. pena que dói e pena que acabe mas outras sempre virao para renovar o espirito.
beijinhos


De leonoreta a 20 de Setembro de 2007 às 20:06
desculpa
quis dizer "contista"


De António a 20 de Setembro de 2007 às 22:00
Querida Leonor!
Obrigado pela tua visita e pelas tuas palavras.
O amor aos 60...
É tão lindo como aos 20.
Ou não será?
Claro que é!
Amor é amor!

Beijinhos


De leonoreta a 22 de Setembro de 2007 às 16:25
e agora venho eu agradecer a tua visita e as tuas palavras. claro que o amor é lindo e necessário, sobretudo. é a quinta essencia, dizem, para mim é a primeira. sem ele nao existo.
beijinhos


De António a 22 de Setembro de 2007 às 18:38
Sem amor não existes!...
Pois...
E nas crises?
Existes ou interrompes?
ihihihih

Beijinhos


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