Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças!
Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007
Histórias curtas XXXI - Pelos trilhos do betão (parte I)
Álvaro caminhava lentamente por uma rua da cidade cosmopolita e olhando com atenção para tudo, mas especialmente para as pessoas. Eram umas quatro da tarde de um dia em que o céu nublado e cinzento avisava que poderia chover. Mas isso não o incomodava: havia muitos locais para se abrigar. Mais a mais trouxera a sua gabardina comprida e clara, estilo anos 50, similar à que os detectives do cinema divulgaram. De vez em quando parava a olhar mais atentamente para alguém que caminhava lenta e pachorrentamente, ou alguém com a pressa dos sempre atrasados, ou para alguém parado, sozinho a ver uma montra ou na conversa com outrem, ou para alguém que estava ou se deslocava dentro de um carro, ou observava um prédio ou uma casa ou uma vitrina ou uma porta ou uma janela ou o que quer que fosse.
Por vezes estacava para tomar apontamentos num pequeno caderno.
Era de estatura média e tinha cabelos grandes e ligeiramente grisalhos. Mas o que mais o distinguia eram uns óculos de lentes circulares suportadas por uma velha armação feita com liga de alumínio.
A certa altura resolveu retemperar energias: entrou e sentou-se dentro de um café a ouvir do que falavam as gentes.
Já escutara conversas daquelas muitas vezes, mas agora os sentidos estavam num estado superior de alerta.
- E o vilão do homem fugiu com a sirigaita e deixou a mulher com as três crianças – soou da mesa do lado onde estavam duas senhoras septuagenárias e com aspecto de possuírem boas posses.
Apurou o ouvido:
- E quando foi isso, D. Amélia?
- Há mais ou menos um mês. Depois escreveu do Brasil a pedir desculpa e a dizer que quando pudesse mandava algum dinheiro.
- E a pobre da mulher como consegue viver com só com um ordenado?
- Felizmente ela trabalha nessa coisa de computadores e ganha mais ou menos bem. Mas os pais dão-lhe mais algum para poder sustentar os filhos e mantê-los a estudar. A D. Bela sabe que agora não se pode trabalhar antes dos dezasseis anos, se não me engano. Só clandestinamente! – informou a que conhecia o assunto.
- Vidas, D. Amélia! Vidas! E ele ganhava bem?
- Era empregado de um oculista. Parece que sim. E não deve ter dificuldades em arranjar trabalho lá no Rio pois era um bom profissional...confesso que não tenho a certeza se está no Rio de Janeiro.
- E quem é a galdéria? – perguntou a Felisbela.
- É uma mulata...cá para mim é mesmo preta! Mas daquelas mais claras! – e continuou - Agora veja: trocar uma mulher bonita e com uma pele tão branquinha por uma que cheira a catinga! E parece que era manicura num desses cabeleireiros de mulheres e homens. Uma desmiolada, certamente. Mas os homens perdem a cabeça com muita facilidade. Felizmente o meu Irineu sempre teve juízo. Ai dele se não tivesse! – disse a Amélia.
- Não deve ser boa rês, a preta. Qualquer dia o homem aparece aí arruinado e a pedir para ir novamente para casa.
- Se calhar tem razão! Mas era bem feito que a mulher o mandasse bugiar!
- Se era! Se era! – concordou a Bela.
O Álvaro saiu depois de beber uma meia de leite, comer dois triângulos de fiambre e tomar umas notas no pequeno livrinho.
Um pouco à frente viu uma mulher, seguramente ainda nova, mas visivelmente envelhecida por uma vida madrasta, com uma criança de meses ao colo e pedindo esmola. Estava junto da porta de um estabelecimento de pronto-a-vestir com um nome italiano, de onde entravam e saíam pessoas que nem a viam nem ouviam a sua ladaínha:
Dê-me uma esmolinha que eu peço por si a Nosso Senhor
Tentou meter conversa ao mesmo tempo que lhe entregava uma moeda:
- Então só tem esse filho?
- É uma menina! – corrigiu – Não! Tenho mais três.
- E estão na escola?
- Escola? Estão a pedir esmola noutra zona.
- E o pai?
- O pai? Sei lá do pai?
- Confesse que vai usar o dinheiro que arranjar em droga...
- Ora! Este não! Este é para comermos os cinco.
- Mas tem ar de quem se injecta...
- Para isso vou vender o meu corpo à noite!
- Ahh... – deixou escapar o curioso.
Não conseguiu dizer mais nada.
Tomou umas notas, retomou a passada lenta e continuou a vaguear até que virou para uma rua mais estreita e muito mais antiga, quasi sem betão.
Viu um homem, ainda novo, de óculos negros e uma vara de alumínio com a qual batia no chão. Caminhava rápido, o fulano. Mas o piso era irregular e um tropeção num paralelo mais saliente fê-lo tombar.
O homem observador foi lesto ajudar o cego a levantar-se:
- Magoou-se? – perguntou.
- Não, obrigado!
- Deixe que eu ajudo-o nesta rua que tem um piso muito irregular – ofereceu-se o Leite.
- Não vale a pena! Agradeço na mesma mas já estou habituado a cair aqui.
- Mora nesta rua?
- Sim! Moro ali para cima, numas águas furtadas. Vejo-me atrapalhado para descer e subir escadas e para circular na rua. Bem gostaria de ter outras condições de vida mas não tenho família e um acidente de trabalho deixou-me sem ver,
- Então está reformado?
- Ainda não! Estou pelo seguro mas vou-me reformar. Já ando a aprender Braille e outras coisas para ver se consigo arranjar um trabalhinho porque a reforma vai ser muito pequena.
- Vai, com certeza! Mas a cegueira é uma deficiência que permite ter uma vida de trabalho activa – falou o Leite.
- Por isso eu tenho esperança e estou a lutar. Vou continuando, se não se importa...e muito obrigado! – despediu-se o invisual.
- Então, se não quer ajuda, desejo-lhe boa sorte – disse o Álvaro.
E ficou a ver o outro a descer a rua:
- Não me admiro nada que esteja sempre a dar trambolhões... – cogitou.
Viu as lentes a ficarem molhadas. Começava a chuviscar.
Entrou numa taberna que estava ali pertinho para se abrigar. Uma daquelas muito antigas e com cheiro a carrascão no ar.
Olhou para o relógio e pensou:
- Ainda é cedo mas vou jantar qualquer coisa.
Sentou-se no banco alto do pequeno balcão ao lado de um tipo de meia-idade, muito mal vestido.
Pegou no telemóvel e falou:
- Ó Sara! Não vou jantar a casa. Mas não chego tarde. Tenho muitos dias para andar a fazer isto.
Escutou e respondeu:
- Não te preocupes que não me acontece nada. Já recolhi alguns apontamentos interessantes. Depois conto-te. Agora vou comer qualquer coisa ligeira porque começou a chover e abriguei-me numa tasca. Até logo! Está sossegada! Um beijo.
Desligou, olhou para o lado direito e viu o homem andrajoso a beber vinho tinto.
Meteu conversa:
- Já começou a chover!
Como resposta ouviu uma voz entaramelada pelo álcool dizer:
- É pena não chover carrascão! Punha um penico a apanhar a chuva e poupava dinheiro.
- E ainda bebia mais... – comentou o Leite em tom de censura.
- Quanto mais melhor! Assim não penso na porcaria de vida que tenho levado. Sabe que já estive várias vezes na prisão? Sempre por roubo.
Instintivamente, o Álvaro levou a mão à carteira enquanto o bêbedo continuava:
- Nunca matei ninguém, nem violei, nem magoei. Quero dizer: magoei a minha mulher e os meus filhos com este meu vício de roubar. Abandonaram-me. Nem fiz grandes assaltos...vou só roubando umas coisitas aqui e outras ali.
Um homem grande e gordo que estava atrás do balcão aproximou a cara da orelha do atento ouvinte e disse:
- Sofre de cleptomania! Até já sei dizer este palavrão.
- Ahh... – abriu a boca o cliente.
E o borracho continuava a falar sem saber se estava ou não a ser escutado:
- Nunca tive problemas na prisão. Quando roubava, depois devolvia e não me faziam mal.
Entretanto o Álvaro Leite começou a comer uma sandes de presunto acompanhada por uma cerveja muito fresca e disse:
- E vive sozinho?
- Vivo sozinho num quarto alugado. Quem mo paga é um senhor para o qual trabalhava quando fui preso pela primeira vez. O meu primeiro patrão, percebe? Era eu moçoilo...
E prosseguiu:
- Podia ter sido preso em muitas outras ocasiões mas os juízes têm pena de mim. Eu às vezes digo-lhes que é melhor estar na prisa porque tenho a companhia de muita gente e tenho cama, mesa e roupa lavada. Por isso não me importo de ir de cana. Qualquer dia faço um assalto a um banco para a apanhar uma pena que me deixe lá dentro até ao fim dos meus dias.
- Mas não sabe onde está a sua mulher e os seus filhos?
- A velha juntou-se com outro. Os dois rapazes...tenho dois rapazes...não me ligam nada. Estão casados e já tenho netos, mas nem sei quantos.
E o pobre homem continuou a desfiar o seu longo rosário de mágoas.
Depois de comer, o Álvaro tomou umas notas, pagou e dando uma palmada nas costas do desgraçado, disse:
- Gostei de ouvir a sua história. Boa sorte e boa noite!
E saiu.


publicado por António às 14:30
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45 comentários:
De sophiamar a 26 de Setembro de 2007 às 19:28
Sem comentários! Acabaste de postar! A saudade tocou mais fundo e vim até ao teu canto. Apetecia-me deixar-te umas palavras e assim estou a fazê-lo sem ter lido o post. É a primeira vez que o faço mas precisava de vir ao encontro do amigo. E de mais alguns outros. Deixo-te beijinhos António e agradeço a tua amizade.


De sophiamar a 26 de Setembro de 2007 às 19:40
Vidas, António! E tu tens um jeitão para as contar! Que andará o Álvaro Leite a investigar? Sim, pela conversa que teve com a mulher anda à procura de algo. Querem lá ver que é o sogro do outro que foi para o Brasil? Não sei mas o certo é que os diálogos que aqui deixas registados também os ouço por aqui. Vidas difíceis que andam ao lado das nossas.
Já sabes que comentarei mais vezes. Gosto de reler as tuas histórias de tão verídicas que são.
Beijinhos


De António a 26 de Setembro de 2007 às 21:44
Olá, Isabel!
Obrigado pela visita.
E quem será o Álvaro Cunhal....perdão...Leite?
Agora tens de esperar pela 2ª e última parte.

Beijinhos


De sophiamar a 28 de Setembro de 2007 às 17:15
Deixo-te beijinhos e desejo-te um fim de semana calmo, alegre, pacífico...

voltareiiiii


De António a 28 de Setembro de 2007 às 18:07
Muito obrigado!
Tu continuas a debitar posts que é uma coisa impressionante.
Olha se esgotas o maná...eh eh

Beijinhos


De sophiamar a 28 de Setembro de 2007 às 18:49
Querida Teresa? Ahahahahah

Estou num momento fértil!!!! Copio do alfazema , uns, do google, outros, alguns, poucos, da última sementeira...

Produtivo és tu. Terras do Douro, do Dão, do Alvarinho... Eheheheheh

Beijinhosssssssss amigo!


De António a 28 de Setembro de 2007 às 19:37
Teresa!
ah ah ah
Sabes o que aconteceu?
É que as fãs são tantas que eu já me baralho todo...
ah ah ah

Beijinhos


De apps a 26 de Setembro de 2007 às 21:58
Não sei se me acontece por mero acaso ou se quero mesmo que me aconteça... revejo-me no papel do Álvaro, mesmo que não utilize caderno de apontamentos! Gosto de estar, de ouvir, de conversar com pessoas que não conheço de lado nenhum…de partilhar vivências e algumas tão mais extraordinárias do que as nossas... e nunca, nunca chegamos ao final da história, sabes!?
Não sei se são trilhos do betão, mas são, seguramente, trilhos do coração.

Beijo *ap


De António a 26 de Setembro de 2007 às 22:20
Querida priminha!
Os meus são trilhos de betão porque o protagonista vai contactando com coisas menos bonitas que vão surgindo mais ou menos escondidas no cosmopolitismo, riqueza e encanto da cidade de betão. Às coisas mais positivas ele não dá tanta importância. Porque será? Por ser português?
E nunca se chegaria ao final da história, como dizes, se eu não resolvesse pôr-lhe um fim na 2ª parte.

Beijinhos



De apps a 26 de Setembro de 2007 às 22:45
é apenas a forma como olhamos os outros... o melhor é "deixar-te" ir e não colocar barreiras, pois as histórias das pessoas,... as nossas histórias não dependem dos lugares, mas sim da forma como neles encaixamos!...
rebeijo (te)


De António a 27 de Setembro de 2007 às 00:01
As histórias das gentes dependem de como as pessoas se encaixam nos lugares mas, sobretudo, nas gentes.
E digo histórias mas deveria dizer vidas.
É por isso que, neste conto, o importante não é o betão mas sim o que se passa nos seus trilhos (usei a palavra usualmente utilizada para o montanhismo ou caminhadas em zonas limpas de betão).

Beijocas


De Peter15 a 27 de Setembro de 2007 às 00:39
Mergulhando num mundo que não é o teu. O "tomar notas" é sintomático.


De António a 27 de Setembro de 2007 às 08:39
Olá, Peter!
O Álvaro é que tomava notas.
Eu não tomo nada a esta hora, obrigado.
Só tomarei depois do pequeno-almoço.

Abraço


De Paula Raposo a 27 de Setembro de 2007 às 09:33
Muitos casos de vidas aqui aflorados. Espero a segunda parte. Beijos.


De António a 27 de Setembro de 2007 às 09:47
Bom dia, Paulinha!
Obrigado pela tua presença e comentário.

Beijinhos


De Marta a 27 de Setembro de 2007 às 09:54
Diferente e inesperado. Mais uma vez o suspense toma conta de mim tentando adivinhar o papel deste bendito Alvaro captando a essência de vidas, "les misérables!"... Não tarda nada estas personagens terão todas uma relação umas com as outras...? Vou aguardar, deliciada como sempre.

Besitos


De António a 27 de Setembro de 2007 às 12:49
Olá, Marta!
Obrigado pela visita e comentário.
A relação entre as pessoas que o Álvaro observa, de quem ouve falar e com algumas das quais conversa, já tem a relação entre elas estabelecida: são os "marginais" que circulam pelos trilhos do betão...

Beijinhos


De KI a 27 de Setembro de 2007 às 18:10
Penso que este texto poderia muito bem ser mais esticado, só nos reservas uma segunda e última parte?Mau!! Gostei, n vou especular q anda o Leite á procura porque isso seria interferir no que, certamente, já determinaste lol!

Beijos Toninho :)


De António a 27 de Setembro de 2007 às 18:48
Olá, minha querida!
Lembra-te que isto é uma História curta.
Esticá-lo seria forçá-lo a ser uma história compridinha demais.
Penso que com as duas partes vai ficar equilibrado.
A segunda já está escrita mas, como não tenho mais nada feito, só vai sair para a semana.

Beijinhos


De KI a 27 de Setembro de 2007 às 20:16
António, sim uma estória curta mas esta sabe a pouco só em duas partes.

Beijos :)


P.S. - À tua pergunta respondo, e a amizade não é amor em estado puro? Mais beijos:)


De António a 27 de Setembro de 2007 às 22:12
Olá!
Esta história deu-me um gozo particular ao escrevê-la.
Talvez não seja tão interessante para quem a ler.
Mas aguardemos a segunda parte para veres se sabe a pouco ou não.

Se a amizade é amor em estado puro?
Acho que não!
Acho que o amor é amizade em estado de loucura.

Beijinhos


De apps a 28 de Setembro de 2007 às 21:59
acho fantástico e concordo inteiramente!!!! Olha, gostei e comentei

o amor é amizade em estado de loucura... lindo

volto ao beijo apertado *ap


De António a 29 de Setembro de 2007 às 00:08
Será que sou poeta sem saber?
ihihihihih


De apps a 29 de Setembro de 2007 às 11:47
sim, de poetas e loucos... *ap


De António a 29 de Setembro de 2007 às 13:36
ahh...então tenho só um bocadinho de poeta.
E muiiiiiiiiiito de louco!


De ana joana a 27 de Setembro de 2007 às 19:55
Olá António,

Fico à espera para saber qual dos filhos do cleptómano alcoólico encomendou o serviço ao Leite. É a força do sangue - como diz a voz do povo! Pai é pai.

Descreves realidades cujo dramatismo vai para além das próprias personagens: tanto a mãe tóxica como o pai alcoólico , com as suas fraquezas, com as suas escolhas, expõe os filhos a uma crueldade indescritível . Essas crianças começam a conhecer a vida da pior forma possível . Esta é a realidade que mais dói. A crueldade da impotência .

Mas centrando-me só na história e vendo-a como tal......... venha de lá o final!

Beijinhos
Ana Joana


De António a 27 de Setembro de 2007 às 22:08
Querida Ana Joana!
Obrigado pelo teu comentário.
As minhas histórias não são todas iguais.
Esta deu-me um gozo particular ao escrevê-la.
Talvez não seja tão interessante para quem a ler.
Mas aguardemos a segunda parte.

Beijinhos


De leonoreta a 27 de Setembro de 2007 às 20:35
ola antonio
tenho muitas historias destas que apanho no barco.
acerca do texto apenas uma palavra: excelente.
e desculpa a pobreza do meu comentario.
beijinhos


De António a 27 de Setembro de 2007 às 22:02
Querida Leonor!
A tua presença é sempre um bálsamo e os teus comentários são sempre ricos.
(gostaste desta?)

Beijinhos


De wind a 27 de Setembro de 2007 às 23:12
Magnífica esta 1ª parte onde a personagem principal toma nota de muitas realidades duras e desta sociedade.
Por acaso também instintivamente faço isso, só que não escrevo:)
aguardo continuação:)
Beijos


De António a 28 de Setembro de 2007 às 00:05
Querida Isabel!
Obrigado pela visita e pelo comentário.
Gostei muito de escrever esta história.
Vamos ver se a parte II também te agrada.

Beijinhos


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