Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças!
Sábado, 27 de Outubro de 2007
O rapto (parte VI)
De vez em quando o ex-bancário tinha de se levantar e mexer as pernas mas rapidamente voltava à posição inicial.
Foi ouvindo o motor de carros que depois passavam bem perto de si. Eram muito poucos pois a estrada tinha um reduzidíssimo movimento. Mas nada de suspeito observara.
Seriam umas nove e meia quando ouviu o som de um motor que se tornava progressivamente mais audível até que o barulho cessou, de repente. Essa viatura, que vinha do lado oposto ao dele àquele donde apareceria o Jaime, não devia ter ficado muito longe,
Arrumou o livro e ficou à escuta. O coração batia mais acelerado. Cerca de um quarto de hora depois apareceram três pessoas. Os dois adultos usavam longas gabardinas com capuz e meias enfiadas na cabeça. Irreconhecíveis, caminhavam tão rapidamente quanto o permitia o suposto rapazito, tapado por um cobertor que não deixava que se lhe visse nada do rosto, e dando uma mão a cada um dos adultos que quasi o puxavam.
Chegados à entrada do atalho por ele meteram.
O “detective” pensou consigo mesmo:
- Estão a arriscar bastante ao andar assim. O carro deve estar muito perto. Vou vê-lo.
E logo saiu do seu esconderijo e caminhou até que viu meio escondido atrás de uns arbusto um carro preto. Aproximou-se e viu que era um Volkswagen Polo.
- Humm...é igual ao do tal Bruno que é irmão da Sandra... será que as minhas suspeitas se confirmam? – elucubrou.
As matrículas estavam tapadas por panos. Removeu o da frente e leu: 80-28-XJ. Voltou a colocá-lo a cobrir a chapa depois de ter escrito números e letras num papelito.
Deu uma olhadela para dentro do veículo mas não notou nada particularmente relevante para além de cordas e trapos.
Voltou ao seu ponto de observação.
Olhou o relógio, coisa que fizera inúmeras vezes nessa manhã e murmurou:
- Quasi dez e meia! Já falta pouco.
Começou então a congeminar:
- Será que há quatro pessoas envolvidas nisto? O Eurico, a Sandra, o irmão e o outro que passou aqui. Pelo andar parecia uma mulher mas não tenho a certeza pois estava com uma capote que não deixava ver o corpo em condições. Pode ser que o Tiago tenha algumas informações. Se for uma mulher será provavelmente a namorada dele, a tal Sónia. Tenho de verificar se tem álibis. Sendo assim, foi mesmo o Eurico que levou a carta a pedir o resgate a casa do irmão. Custa-me a acreditar que ele tenha feito uma coisa destas a pessoas de família, mas... não seria o primeiro, e ele não morre de amores pelo Jaime.
Não demorou muito tempo que chegasse o Ford Fiesta da Zulmira conduzido pelo marido. Meteu pelo atalho e o António seguiu-o a pé.
Naturalmente andava mais devagar e foi-se atrasando mas, a certo momento, ouviu o motor parar.
- Já lá está!
De facto, o carro preto parou junto da cerca de arame.
O coxo saiu do carro com as mãos no ar e gritou:
- Já cá estou!
De repente, surgiu da mata um encapuçado que apontava uma pistola.
- Afaste-se do carro! – disse.
O homem ameaçado teve a sensação de que aquela voz não lhe era estranha, mas tinha de se concentrar no que estava a fazer.
Logo de seguida surgiram, do mesmo ponto de onde tinha aparecido o que parecia ser o chefe, um vulto adulto vestido do mesmo modo e uma criança tapada por um cobertor.
- Tiago! Não tenhas medo que o pai está aqui! – gritou o Jaime.
- Pouco barulho! Vamos fazer exactamente o que eu disse – falou o líder.
O outro patife entrou para a parte traseira do Fiesta levando o garoto, abriu uma pasta gorda e viu o dinheiro.
- Está aí o dinheiro? Vê bem se não há jornais ou papel que não sejam notas. Agora não dá tempo para o contar. Mas ai deles se não estiver todo! – falou o sujeito armado.
Pouco depois, o outro fechou a mão esquerda enluvada, esticou o polegar para cima em sinal de que estava tudo bem e saiu trazendo a pasta com o pecúlio extorquido ao Campelo. E começaram a correr pelo atalho em direcção à saída.
O Morais ainda presenciou a parte final da cena, de longe, e escondeu-se bem até a parelha passar por ele. Dirigiu-se então para o carro onde o pai ainda procurava desamarrar completamente o Tiago.
Quando lá chegou já ambos estavam abraçados, chorando convulsivamente, e o homem dizia:
- Estás salvo, meu filho! Agora vamos para casa porque a mamã está à nossa espera.
E mais falava.
E mais choravam.
O Morais assistia comovido e umas lágrimas, não sabia bem se de alegria ou de raiva, escorreram-lhe pela face.
- Estás bem, meu filho? – perguntava o pai.
- Estou! Agora estou! – e nada mais conseguia dizer, o rapazinho.
O “detective” deixou passar alguns minutos até que falou.
- Vamos embora, amigo Jaime! A mãe também quer abraçar o Tiago!
- Tem razão!
A manobra de inversão de marcha só foi possível com umas arranhadelas na pintura do carro. Mas que importava isso?
O vizinho resolveu conduzir a viatura enquanto o homem baixo, feio e coxo telefonava para a sua mulher.
Só parou junto do local onde deixara o seu Mercedes. Apeou-se e os dois automóveis dirigiram-se para a rua nova junto da escola.
O vizinho também entrou em casa do Campelo e assistiu a uma cena emocionalmente muito forte, com os três agarrados a chorar e a Eulália, embora um pouco mais afastada, também parecendo uma fonte. Pela segunda vez nesse dia o “detective” não aguentou e sentiu as lágrimas a correr-lhe pelo rosto.
Olhava para o miúdo que praticamente não dissera outras palavras para além de papá e mamã e pensou:
- Quatro noites sabe-se lá em que condições. Este miúdo deve estar fortemente traumatizado. Vai precisar de muito apoio psicológico ou mesmo psiquiátrico.
Lembrou-se então de telefonar para o escritório para dar a boa nova.
Atendeu a Catarina mas falou com o Eurico.
Todos parecem ter suspirado de alívio.
- Depois eu passo por aí para vos contar pormenores – prometeu antes de desligar.
Ocorreu-lhe então que talvez lá estivessem pessoas com responsabilidades no rapto. E lembrou-se que devia verificar se Bruno e Sónia tinham ou não álibi.
Foi então que ouviu o petiz dizer:
- Tenho fome e sede!
Imediatamente a Eulália foi buscar bebida e alimento para o seu Tiaguinho. Observou o moço a comer sofregamente e continuou a cogitar:
- O Paulo já me deu os endereços dos sítios onde trabalham os meus suspeitos. Vou-lhe mandar uma sms com a marca e matrícula do carro dos facínoras.
E assim fez.


publicado por António às 18:47
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39 comentários:
De Caiê a 27 de Outubro de 2007 às 23:41
Que história! Uma pessoa fica com os cabelos da nuca em pé!


De António a 28 de Outubro de 2007 às 01:00
Ó C.!
Tu leste a parte anterior?

Beijos


De Peter15 a 28 de Outubro de 2007 às 01:21
Hoje foi um val de lágrimas ... :( e o conto lá vai seguindo. A criancinha já está a salvo, resta descobrir os raptores.
Estive lendo o teu diálogo com "apps" no episódio anterior e saliento o teu/nosso ponto de vista:

“Um blog é aquilo que o seu dono quiser que ele seja.”

No que respeita a "comentários" e a "visitantes" há um grande mistério para mim, merecedor de outro conto policial teu:
- Porque é que o número de visitantes diminui substancialmente quando se publica um artigo sem interesse? Se não há visitantes, como é que se pode saber que o artigo publicado é mau, ou não tem interesse?
Compreendo e todos compreendem que, por diversos motivos, o número de comentários seja muito inferior ao número de visitantes, mas quanto a estes e como acima escrevo, o mistério persiste...


De António a 28 de Outubro de 2007 às 09:16
Olá, Peter!
Obrigado pela visita.
Eu sei que estas histórias mais longas não são as mais adequadas para publicação em blog.
Mas, pelo menos por enquanto, é a única solução que tenho para o fazer e como de vez em quando gosto de escrever coisas assim...
Quanto ao teu mistério ainda não o sei resolver: só comecei a anotar o número diário de visitantes no dia 20 deste mês de Outubro, o que é pouco para tentar fazer correlações.
Ontem bati o record deste curto período: 147.
Vamos ver se com a publicação do último episódio há mais visitantes e mais comentários.
Já tenho a experiência anterior de pessoas que só comentam a última parte destas histórias maiores.

Abraço


De Peter15 a 28 de Outubro de 2007 às 10:16
“Um blog é aquilo que o seu dono quiser que ele seja.”

Bom Domingo!

P.S. - Às vezes só lêem a última linha ...


De António a 28 de Outubro de 2007 às 11:52
Pois é!
ah ah ah


De Paula Raposo a 28 de Outubro de 2007 às 07:59
Devo ter-me perdido algures,mas os raptores não se aperceberam do Morais à coca com os nervos, ou ele estava mesmo bem escondido? Desculpa, às vezes tenho ataques de estupidez. Gostei de ler.


De António a 28 de Outubro de 2007 às 08:22
Olá, Paulinha!
Certamente que o Morais estava escondido, quer durante a espera, junto à ponte velha, quer quando os meliantes fugiram da mata, a correr, e passaram junto dele.

Beijinhos


De wind a 28 de Outubro de 2007 às 11:47
Bem muito bem descrita a situação e o "detective" pensa como eu ao 2ª capítulo já previa. Mas será assim tão óbvio?:)
Beijos


De António a 28 de Outubro de 2007 às 11:54
Olá, Isabel!
Ser óbvio ou não ser óbvio...eis a questão!

Beijinhos


De apps a 28 de Outubro de 2007 às 18:36
ora, vamos lá alimentar o petiz e conversar um bocadinho...esse tiago continua no segredo dos deuses..hum
beijosss *ap

p.s Tone, quem é o Peter!?


De António a 28 de Outubro de 2007 às 21:41
Olá, prima!
Mas que queres saber do Tiago?
É o coitado que apanhou com o que há de pior nesta história: ser raptado e ficar sequestrado.
Não me merece mais nenhuma análise especial num trabalho relativamente curto como este.
Queres saber quem é o Peter?
Ó minha querida!
Pergunta-lhe...ah ah ah

Beijinhos


De apps a 28 de Outubro de 2007 às 23:00
nao sei se deva acreditar em ti, hum, és esquisito!

é, quero saber quem é o Peter, tu nao sabes ou nao queres dizer, é que ele xxxxx esteve a ler os nossos comentários, ora, cá para nós que ninguém nos lê, é normal!? Beijo-te *ap

p.s. vou passar à pista seguinte que esta, hum... tu és esquisito!!!!


De António a 29 de Outubro de 2007 às 09:05
Ó minha querida prima!
Claro que é normal ler os comentário!
Eles não estão aqui expostos em público?
Será para enfeite? Não! É para serem vistos e lidos por quem quiser.
Isto pode ser configurado de outras formas mas eu, e a maior parte dos bloggers, deixamos isto aberto exactamente para ser lido e comentado em cadeia.
Aprende que eu não duro sempre!
ah ah ah

Pensa depressa quem são os raptores porque daqui a poucos dias sai a última parte.

Beijinhos


De apps a 29 de Outubro de 2007 às 12:53
ena, tratas-me como se eu fosse muito pequeninininina !!! estava a brincar! sabes que o mais engraçado é nós escrevermos com uma intenção, mas quem lê nem sempre "sente" o tom de voz (o que me parece deveras importante, ter a percepção exacta daquilo que o autor nos quis transmitir, don't u think , dear ?)... enfim, estava a brincar, claro que todos lêem todos e estava exactamente a fomentar a comunicação, eh, eh... beijos para o dono do blog!


De António a 29 de Outubro de 2007 às 13:05
Já não estamos juntos há tanto tempo que, de facto, ainda te vejo como uma "pequeninininina".
ah ah ah
E como andas nos blogs há pouco tempo...
Enfim!
Desculpa!

Beijinhos


De apps a 29 de Outubro de 2007 às 13:23
onde leste essa informação...ando nos blogs há pouco tempo!? no teu blog, confirmo, é verdade! és mesmo esquisito... sente o meu tom de voz, cautela! beijo menos apertado *ap


De António a 29 de Outubro de 2007 às 15:02
Andas a ler blogs há 6 meses? Um ano? Dois anos? Três anos?
Mas se não lias o melhor era o mesmo que não andar nos blogs...ah ah ah

Beijinhos


De apps a 29 de Outubro de 2007 às 17:27
pois, já percebi o porquê da decepção... chuac, chuac, chuac, adoro-me...adoro-me...
beijos grandes, dono do blog melhor do mundo


De apps a 29 de Outubro de 2007 às 17:30
dono do melhor blog do mundo, assim está muito melhor!


De António a 29 de Outubro de 2007 às 18:30
Aprendeste depressa!
Muito bem!
Hoje faz 25 anos o meu filho Fernando Miguel.
Vamo lá ver quando resolve voar com as suas próprias asas.
Não gosto de ver as pessoas atracadas aos pais.
Ahhh...se amanhã eu escrever muitos disparates já sabes porque foi, certo?

Beijinhos


De apps a 29 de Outubro de 2007 às 20:56
um bejo grande para o primo que quero conhecer! Ok, have fun * beijo para os três!


De António a 29 de Outubro de 2007 às 23:20
Já tou cos copos...hip


De KI a 29 de Outubro de 2007 às 00:41
Boa Noite

tenho acompanhado o conto eos comentários. Gosto de te elr e apreciei este conto estender-se embora ache que mesmo tu n quereno esticar a estória faltam aí umas linhas de explicações que fazem mesmo falta, mas quase todos esses pontos já foram focados aqui anteriormente. Escreves bem, e a criatividade é interesante e gosto da forma como crias as tuas estórias embora os teus personagens quase sempre como protagonistas estejam dentro da mesma faixa etária.

Quanto ao problema q te referes de comentários versus visitantes a minha opinião é a seguinte:

As pessoas n adivinham q o blog existe se n o divulgares, ou seja, por muito bem que escrevas se n andares por aí a comentar (e muitos só te comentarão se os comentares de volta) não sabem da tua existência a um círculo de amigos e de conhecidos que te apreciam. Quanto ao número de visitantes é simples podem descobrir-te por acaso nas pesquisas do google q n ter nada a ver com o que procuravam mas memso assim contam como visita porque entram no blog logo fica 'marcado'; podem ser leitores habituais que vem de novo ver as tuas respostas aos seus comentários, ou até reler a estória e n a comentam de novo, etc...

O prazer de escrever é maior que tudo isso, pessoalmente acho que a maior parte dos blogs realmente bons têm poucos comentários e detesto quando apenas me comentam porque eu passei no blog deles. Não necessito que me agradeçam visitas nem que se sintam constrangidos a devolvê-las porque eu vou e comento sempre de vontade e leio e releio pelas mesmas razões.

Os teus comentários se diminuíram de certeza q n são pelo teu talento ter diminuído, mas tb há quem se canse da blogoesfera e parta noutros vôos, e outros que são tão temporários q é mesmo assim chegam e vão. Também te digo antes 5 comentários válidos do que cinquenta pra mandar beijinhos e ámens, como eu vejo aí num 'prestigiado' blog que n aprecio nada e n entendo o êxito ( n é de nenhum famoso da praça pública) mas que é raro post q n ultrapasse os 70 comentários.

E que importa? IMporta é ter prazer no q se faz e tu bem sabes disso, pela maturidade e pelas tuas vivências.

Perdoa-me a ousadia de ocupação de espaço.

Beijos e espero um final surpreendente com a ajuda do perspicaz Tiago :)


De António a 29 de Outubro de 2007 às 09:31
Olá, minha querida Ki!
É assim:
Eu quis experimentar escrever um texto de cariz policial bastante mais longo que as Histórias Curtas.
Até lhe chamei uma mini-novela.
Dizes que faltam linhas de explicação; acredito que sim. Então agradecia que me dissesses quais para eu poder corrigir-me.
Só com críticas construtivas poderei melhorar.

Eu só posso escrever com credibilidade sobre aquilo que conheço; e acho que qualquer autor é assim.
Nunca poderei escrever histórias passadas em épocas anteriores a mim; nem ocorridas em prisões; nem sobre os meandros da droga; nem mesmo entre muito jovens ou muito idosos.
Só se inventasse...mas saía coisa muito má, certamente.
E como não sou profissional nem estudei História, nem Sociologia, nem Psicologia, nem Literatura em profundidade, antes Engenharia, faltam-me muitas conhecimentos para ser um escritor a sério.
Daí os protagonistas serem, normalmente, de uma determinada faixa etária...
Mas tenho variado!
Até já tive mortos como protagonistas!

Quanto à questão dos comentários e dos visitantes, quero agradecer a tua opinião mas, eu que ando por aqui à quasi 3 anos, já pensei em tudo o que disseste.
O meu blog é conhecido!
A média de 100 visitantes diários, ou mais, não reflecte apenas uma minoria de leitores mas muito mais do que isso. Eu diria que 50% (grosso modo) são leitores e os outros entradas ocasionais.
Conheço muitos amigos, familiares e outros bloggers que aqui vem ler o que escrevo mas não comentam; alguns já comentaram mas alegam que não queram estar sempre a escrever o mesmo.
Portanto, o meu problema não é de audiência mas sim de comentários.
Eu preciso dos comentários para me sentir motivado, percebes?
Se calhar não percebes porque não somos todos iguais.
De todo o modo obrigado pela tua participação.
É disto que eu preciso!
Volta sempre, nem que seja para dizer:
"Desta vez não gostei por isto ou por aquilo"

Beijinhos


De António a 30 de Outubro de 2007 às 13:15
Minha querida!
Tenho andado ocupado com uma série de coisas: bateram-me no carro que só hoje fui buscar à oficina, tenho a impressora avariada...são algumas das coisas "extra-curriculares" que tenho tido para tratar.
Logo que possa irei ler alguns dos teus textos.

Beijinhos


De goretidias a 29 de Outubro de 2007 às 14:01
Agrada-me o andamento do caso...
escreves primorosamente!
Um beijo


De António a 29 de Outubro de 2007 às 15:03
Thank you very much!
Kisses and hugs


De tb a 29 de Outubro de 2007 às 19:38
Ai António, tenho andado sem vontade para nada e por isso hoje vim cá e estive a ler de rajada. Tens aqui uams belas histórias. Acho que devias tentar escrever guiões para séries. (Estou a falar a sério) :)
Beijinhos, meu amigo


De António a 29 de Outubro de 2007 às 23:23
Minha querida Teresa!
Sabes que em Portugal só há uma zona de oportunidades: Lisboa e arredores.
Aqui não tenho hipóteses e muito menos com perto de 60 anos. Já não dá para ir aí tentar a minha sorte.

Beijinhos


De a sua vizinha a 29 de Outubro de 2007 às 21:02
Meu querido e estimado vizinho, ando muito atrasada na leitura dos seus escritos mas prometo que vou pôr tudo em dia, logo que a disposição me ajude porque ando um bocado adoentada. No entanto, não tenho dúvidas de que vocemecê está a revelar-se um grande escritor!

Beijinhos da Diólinda


De António a 30 de Outubro de 2007 às 12:59
Minha querida vizinha Diólinda!!
Espero que essa disposição melhore rapidamente.
Obrigado pela visita.
Já vi que tem lá uns textos novos.
Logo que tenha disponibilidade irei fazer uma visitinha nas calmas.

Beijinhos


De sophiamar a 29 de Outubro de 2007 às 21:17
Ora cá estou eu, querido amigo António. Continuo na minha: gosto muito do que escreves e TENHO MUITA PENA SE DESISTIRES DO BLOGUE. Já li esta história duas vezes, por inteiro e acho que o Morais está feito com os raptores. Quem são os outros? O mano do Campelo e a mulher. estarei muito longe da verdade? Não sei! São palpites. Quanto aos leitores/ comentadores, digo-te que venho cá muitas vezes embora comente duas ou três. Gosto muito de comentar porque também gosto da resposta ao comentário. Amanhã, prometo, passo por cá ou ainda hoje para ler o teu comentário. E olha lá ò Toninho, não desistas, por favor. Tá?
Beijinhos e parabéns ao filho e ao pai.


De António a 30 de Outubro de 2007 às 13:03
Minha querida Isabel!
Obrigado pela visita e pelo comentário.
Ando ocupado a tratar de uma série de assuntos mas, logo que possa, ponho aqui a parte final e vou lá fazer-te uma visitinha nas calmas.
Valeu?

Beijinhos


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