Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças!
Sábado, 29 de Março de 2008
Histórias curtas XL - Triângulo escaleno
Reconversão do texto “Diálogos de gente (X) – Três no escritório” de 1 de Maio de 2006
 
Margarida Torres e Teresa Brandão eram as únicas ocupantes de um dos gabinetes da Contabilidade na empresa onde trabalhavam.
Na casa dos trinta e tal, eram duas bonitas mulheres, casadas e com um filho cada uma.
A primeira era mais magra, mais alta e bastante loira, de cabelo sempre bem penteado; vestia-se de forma mais provocante, era mais sensual, e não havia homem que ao passar por ela não a olhasse de forma concupiscente.
As respectivas secretárias estavam colocadas lado a lado.
- Bom dia, minhas lindas – saudou o colega Tomás da Costa mal entrou na sala.
- Bom dia, Tomás! – responderam em uníssono.
- Ó menino Tomás! Não vens chatear a gente, pois não? – perguntou a Margarida.
- Mas eu não te chateio, Guidinha! – ripostou o homem – Como é que eu podia chatear a mais bela mulher à superfície da Terra? Ai minha querida! Quando é que vens cair nos meus braços?
- Lá vens tu cantar-me a canção do bandido! – disse a Margarida – Vai fazer o teu trabalho que é para isso que te pagam. Não é para vires aqui desviar-nos a atenção do que temos para fazer.
Mas o Costa, quarentão recentemente divorciado e sem filhos, não desarmou:
- Guidinha! Eu para produzir trabalho com alto rendimento preciso de vir aqui ver os teus lindos olhos verdes, sentir o perfume que exalas do teu corpo de ninfa, cegar-me com o brilho dos teus cabelos doirados, inebriar-me a escutar a tua voz sensual.
Nenhuma delas conseguiu evitar um largo sorriso, mas a loira aconselhou, tentando mostrar uma expressão muito séria:
- Pronto! Agora que já te inspiraste, podes pôr-te a andar!
- Agora sim, vou trabalhar! O dia, que nasceu turvo para mim, já se iluminou – e saiu, sorrindo, o Tomás.
- Coitado do homem! – disse a mais discreta Teresa que contrastava com a amiga por ter uns cabelos e uns olhos muito negros e arranjar-se de uma maneira mais simples, porém harmoniosa. Mas também dava nas vistas.
- A mulher deixou-o e agora nós é que temos de o aturar, a ele mais às suas carências – comentou a loira.
- Mas deixa-me dizer-te, Guida! Ele anda perdidinho por ti! – afirmou, num tom de quem tem a certeza, a morena.
- Isso sei eu! Mas está com azar! De mim não leva nada! – respondeu, peremptoriamente, a visada.
Tocou o telefone, a Teresa atendeu e a conversa morreu ali.
Tinha decorrido mais ou menos uma hora quando:
- Aqui estou eu de novo, Guidinha! – disse o Tomás enquanto entrava.
- Outra vez? – fingiu admirar-se a loira.
- Já estava a perder inspiração e tive que vir aqui à fonte absorver mais uma dose – disse o colega.
- Então inspira-te caladinho e põe-te na alheta depressinha, está bem? – ordenou a Margarida.
- Ok! Eu não digo mais nada! – afirmou o Tomás, calando-se e aproximando-se devagarinho da Guida que estava atenta ao que lia nuns papéis.
Postou-se ao lado dela e passou-lhe a mão, suavemente, pelos cabelos.
- Ó Tomás! Tu és demais! – refilou a mulher – Ainda apanhas uma bofetada! Ai apanhas, apanhas!
- Eu só estou a fazer o que mandaste! – justificou-se o homem – Inspirar-me em silêncio. Mas só tocando-te consigo ter alento e talento para mais de meia hora. Olhar-te, só alimenta a carga para trinta minutos.
- Olha, Tomás! O que tu queres sei-o eu. Mas estás com azar. Comigo não te safas – avisou a Guida.
- Nunca se sabe! Nunca se sabe! – disse ele em tom de desafio.
- Se estás à minha espera, bem ficas divorciado durante o resto dos teus dias. Divorciado e a seco – avisou de novo a loira.
- Queres vir tomar um cafezinho comigo? – convidou o homem, mudando o rumo da conversa.
- Daqui a pouco vou mas não é contigo, não! – disse, secamente, a Margarida.
- Bom! Já recarreguei para uma horita, mais ou menos. Vou trabalhar até à próxima carga – disse o homem, saindo a sorrir, como sempre.
- Oh, Guida! Se não te impões de uma vez, ele não te larga! – aconselhou a Teresa.
- Eu sei! Mas, no fundo, até gosto de ouvir alguns dos piropos que ele me diz – confessou a loira.
- Tu lá sabes! Mas o comportamento dele configura perfeitamente um crime, ou lá o que é, de assédio sexual – disse, convictamente, a morena.
- Deixa lá o homem! Qualquer dia arranja uma gaja que o satisfaz e acalma logo – pôs a Guida água na fervura.
- Não sei, não! Olha que ainda estava casado e já te fazia rapapé.
- Eu sei, Teresa! Mas era poucochinho – disse a outra.
- Olha, Guida! Só te digo que se não o pões em sentido, qualquer dia ele pode chegar a extremos que tu nem estás a imaginar.
- Não dramatizes, Teresa! Eu sei pôr-me no meu lugar! – e a Margarida tentou sossegar a colega.
- Espero que o teu lugar não seja debaixo dele! – preveniu a Teresa.
- Ó filha! Parece que estás com ciúmes! Já viste que o homem até é bem jeitoso?
Ele era de estatura média, magro, pele branca e, apesar de ainda não ter quarenta anos, já tinha falta de cabelo e algumas cãs num conjunto castanho claro. Mas o seu rosto era bem torneado e uns dentes muito certos e brancos faziam dele um pólo de atracção para muitas mulheres.
O telefone tocou e a morena atendeu.
- Pois é, queridinha! Tens é dor de cotovelo! – pensou a Guida.
 
Os dias foram passando e o Tomás, sempre que estava mais folgado, lá ia até ao gabinete das duas mulheres fazer o rapapé habitual.
Uma manhã, depois de ouvir o homem atirar mais uns piropos à colega, a Teresa olhou para ele e falou:
- Ó Tomás! Amanhã vou mudar de casa, finalmente.
- Já? Olha que bom! Então vamos ser vizinhos…
- Pois é! Na segunda-feira já venho para cá do novo apartamento – disse, com orgulho, a morena.
- É um T2, não é? – quis confirmar o colega.
- Um T2+1. E com lugar de garagem para um carro.
- Tens mais sorte do que eu. Agora tenho um mísero T1… – lamuriou-se o Casanova.
- Se dormisses debaixo das pontes e dos viadutos seria bem pior – interveio a Guida.
- Não me importava nada desde que tu estivesses comigo! – respondeu prontamente o Costa.
De repente, virou-se para a outra e disse:
- Ó Teresa! Tu vens de autocarro?
- Pois…o meu homem é que anda com o carro e leva o Guilherme à escola e também o traz.
- E não queres vir comigo? – alvitrou o D. Juan – Assim poupavas umas coroas. O pior é o teu homem que é ciumento!
- Não é nada! Dá-me toda a liberdade porque confia em mim – rectificou a nova vizinha do galã.
- Esse esquema de boleias é porreiro mas corta um pouco a liberdade de ambos – interveio a loira.
- Tens razão, minha querida! Mas acho que compensa – falou ele.
- Pois! Lá isso é verdade… – comentou a Guida.
E assim as coisas foram-se alterando.
O Tomás e a Teresa tornaram-se mais íntimos pois as viagens em conjunto favoreciam o conhecimento mútuo e foi crescendo uma simpatia entre ambos.
O galanteador continuava a ir ao gabinete das colegas mas agora era menos efusivo com a Guida e conversava mais com a mulher dos olhos negros.
Obviamente que a colega notou isso e não se continha:
- Ó Tomás! Tu agora ligas mais a ela do que a mim. Acho que tenho de me mudar para uma casa perto de ti.
- Ó minha querida colega! Não me digas que tens ciúmes da minha vizinha! Olha que tu serás sempre a número um… – tentou pôr água na fervura o Costa.
- Guida! – falou a Teresa com um tom de censura na voz – Não te esqueças que eu sou casada e tenho uma família.
- Eu sei, Teresa! Estava a brincar! – emendou a loira – Mas porque ficaste zangada?
- Mau! Mau! Mau! – interrompeu o homem – Se vocês se pegam por minha causa eu nunca mais cá venho.
E saiu.
- Tem-se em muito boa conta, o tipo! – comentou a Margarida, com ironia.
A outra limitou-se a dizer:
- Vou trabalhar senão depois fica o serviço atrasado.
- E obrigas o Tomás a esperar por ti – arreliou a mais vistosa.
A outra não respondeu, mas fez um leve esgar de irritação.
 
O tempo foi rolando e, de facto, o Tomás passou a frequentar muito menos o gabinete das duas mulheres. Mas, entretanto, tinham passado a almoçar juntos num novo restaurante que abrira nas redondezas.
Uma vez, estavam os três sentados a comer juntamente com outros colegas, quando a Guida se baixou para apanhar o guardanapo que caíra. E viu um pé da morena, descalço, metido nas calças do Tomás.
- Se isto já vai assim, aqui, é porque ele a anda a comer – elucubrou.
E resolveu segui-los quando saíssem juntos.
Ao fim de dois dias viu o carro meter por uma rua diferente da do percurso habitual para casa da colega e entrar num parque de estacionamento privativo escondido atrás de uma residencial.
- Eu tinha a certeza! A sonsa, afinal, põe os cornos ao homem com o Tomás – falou consigo mesma.
E acabou por verificar que eles iam para a cama duas ou três vezes por semana.
- Pois se ela o come eu hei-de comê-lo também! – jurou a loira, raivosa por se ter visto preterida – Quando tiver uma oportunidade atiro-me de cabeça e ele não resiste.
E continuou a falar com ambos como se nada de especial tivesse observado.
 
Uma manhã, a morena revelou:
- Vou tirar quatro dias de férias depois do feriado de segunda-feira.
- Sim? – e um brilho muito especial refulgiu nos lindos olhos verdes da Margarida – Fazes bem! E vais a algum sítio?
- Sim! Vamos até Espanha dar uma volta – disse, com orgulho, a colega.
- Quem me dera! Eu vou tirar as férias todas seguidas por causa do Carlos.
E foram prosseguindo com a conversa e com o trabalho.
Mas a mais espampanante das duas percebeu que esse poderia ser o momento de cumprir o que a si mesmo jurara. Tinha quatro dias o que seria suficiente para uma fuga com o Tomás.
Rapidamente chegou a terça-feira que era o primeiro dia das curtas férias da Teresa.
O Tomás não foi ao gabinete ver a loira o que deixou esta um tanto agastada até que pegou no telefone e lhe ligou:
- Olá, Sr. Costa!
- Olá, Teresa linda!
- Então não vens aqui ver a colega que está sozinha?
- Vou, vou! Mas primeiro quero acabar umas coisas. Espera um bocadinho que já aí vou relaxar no verde do teu olhar – remendou, com a agilidade habitual, o galã.
- Então até já!
Pouco depois o homem entrou no gabinete onde estava a solitária colega.
- Bem-vindo, Tomás! – saudou a loira.
E prosseguiu:
- Agora só tens olhos e conversa para a Teresa.
- Calha! Como viajamos juntos para cá e para lá… – justificou-se ele.
- E para a residencial onde a vais comer! – disparou a mulher.
Quando falou estava a olhá-lo e nunca o viu tão atrapalhado. Dessa vez a resposta não saiu rápida.
Ficou parado até que, gaguejando um pouco, disse:
- Olha que estás enganada!
- Ó meu menino! Não me queiras fazer de lorpa. Mas não te preocupes que não digo nada a ninguém. É segredo só dos três.
No seu rosto desenhou-se uma expressão plena de sensualidade e a sua voz saiu com uma ternura inigualável.
- Mas quero que logo me mostres como são os quartos da estalagem!
O Tomás da Costa só não caiu porque estava encostado à parede.
Olhou para aquela mulher tão apelativa que ele sonhava possuir há tanto tempo que sentiu um baque no peito.
Enquanto não respondia ela olhava para ele e ia passando a extremidade da unha do dedo indicador pelos dentes da boca semi-aberta.
Finalmente:
- Com muito prazer, Guida! – conseguiu balbuciar.
- O prazer será muito maior do que o que estás a imaginar… – provocou ela.
- Espero que sim! Então logo vais no teu carro atrás de mim? – perguntou ele.
- Podemos encontrar-nos lá pois eu sei bem o caminho – atacou ela mais uma vez.
- Ok, Guida! Confesso que hoje me surpreendeste.
- Eu sei! Vi bem as tuas expressões. Hoje nem vais conseguir trabalhar como deve ser – e soltou uma gargalhada.
- Vou andando, senão ainda te salto para cima aqui na secretária – e riu-se feliz, o Tomás.
Logo de seguida afagou-lhe os cabelos doirados e saiu.
Pouco depois o telefone do homem tocou:
- Ó Tomás! Não te esqueças de que isto vai ser o nosso segredo. Só nosso!
- Claro! Não penses que eu não sei estar calado quando é preciso – replicou ele.
- Sim! Pelo menos no que respeita à relação com a Teresa foste muito discreto.
- Eu sou sempre discreto quando é caso disso. Mas tratando-se de colegas casadas ainda mais cuidado tenho.
- És um querido! – disse a loira vistosa e desligou.
 
O Tomás foi o primeiro a chegar ao parque de estacionamento da hospedaria.
Não passaram mais de três minutos e chegou a Margarida Torres.
Saíram ambos da viatura e o homem dirigiu-se para uma pequena porta seguido da colega.
Não disseram nada, mas trocaram olhares e um sorriso cúmplices.
Ela ficou junto do elevador enquanto ele foi ao balcão pagar o aluguer de um quarto e pegar nas chaves respectivas.
Subiram.
Cerca de meia hora depois desceram, ele foi devolver as chaves e quando voltou para sair com a Guida abriu-se a porta do elevador e de lá saiu um sujeito pequeno, calvo e barrigudo e uma mulher, já não muito jovem.
A loira ficou estática.
A Francisca, que estava mesmo diante dela, era a secretária do director. Divorciada, gorda e feia, a loira não simpatizava nada com ela.
A Chica cumprimentou o parzinho, fez um sorriso irónico e seguiu.
Guida e Tomás saíram e ela comentou:
- Que azar! A primeira vez que atraiçoo o meu marido e esta gaja descobre-me.
E olhando os olhos do homem:
- Foi muito bom, Tomás, apesar do pouco tempo. Mas penso que foi a primeira e última vez…
- Porquê? Porque viste a Chica? Não te preocupes que ela não diz nada até porque o gajo é meu vizinho e é casado. Espero voltar a estar contigo e com mais calma. Tu és uma mulher formidável!
E continuou:
- Agora vai-te embora para não chegares muito atrasada. Até amanhã!
Beijaram-se nos lábios e seguiu cada um para o seu automóvel.
Enquanto conduzia para o pequeno apartamento onde vivia só, o Tomás da Costa pensava:
- A Teresa, a Guida e a Joana que vai lá a casa amanhã à noite. Duas casadas e uma divorciada. Três mulheres diferentes mas que me agradam. As que trabalham na empresa tem várias coisas em comum mas não são iguais. Todas, são como que um triângulo com os lados todos diferentes: um triângulo escaleno, como aprendi na escola. Será que consigo remover dois dos lados e ficar só com um? A Joana estaria em melhores condições mas, com dois filhos ainda novos, perde a vantagem. E será que quero desfazer o triângulo? Não! Vou continuar assim enquanto puder…


publicado por António às 22:25
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18 comentários:
De Anónimo a 29 de Março de 2008 às 23:03
Querido Castilho , nada mais real , na vida de qualquer ser humano, colmatar, o que não temos, e as mulheres também ,são infiéis , (pior que os homens) ela são infiéis a maioria da vezes //na mente//,esta Guida e esta Teresa são a prova disso , o TOMÁS : enquanto der conta do recado . Fez ele senão bem .nada mais actual . REAL, COMO SEMPRE SÓ QUE HÁ UNS ANOS ESCONDIDO .
SÓ ESPERO QUE ESTA HISTÓRIA NÃO ACABE EM FACA E ALGUIDAR, PARA O TOMÁS.//ZANGAM-SE AS COMADRES?// BEIJO ML


De António a 29 de Março de 2008 às 23:05
Olá!
Obrigado por ters lido esta longa história e pelo comentário.

Beijinhos


De Vanda a 30 de Março de 2008 às 20:33
Inveja, traição, oportunismo... é o dia-a-diia, não é?

E como é que conseguiste descrever tão bem o comportamento de duas mulheres, aparentemente bem comportadas, mas interessadas(?)em medir "forças" (e demonstrá-lo) com um mesmo "bombom" convencido?...

E bem podias ter escrito um pouco mais....

Continua
Bj - Vanda


De António a 30 de Março de 2008 às 21:51
Olá, Vanda!
Por acaso, em certo momento pensei em voltar ao princípio e planear uma novela com base nesta história.
Mas depois desisti da ideia e ficou isto.

Achas que caracterizo bem as mulheres?
Como homem, é-me mais fácil caracterizar personagens do sexo masculino, mas faço sempre o meu melhor...e já vou conhecendo as pessoas...

Beijinhos


De Vanda a 1 de Abril de 2008 às 09:07
Vais conhecendo, sim....mas até eu....o dia-a-dia é uma aprendizagem constante a todos os níveis... e na nossa idade, a "sede" de conhecimento parece que se torna mais intensa....

Fico à espera de mais histórias.
Bj
VR


De António a 1 de Abril de 2008 às 09:22
Ó rapariga!
Ainda somos novos!
(mas com experiência da vida)

Beijinhos


De Paula Raposo a 31 de Março de 2008 às 12:06
Lembro-me do diálogo ainda não reconvertido. Gostei desta volta que lhe foste dar. Beijos.


De António a 31 de Março de 2008 às 13:02
Obrigado, Paulinha querida!

Beijinhos


De Maria Papoila a 31 de Março de 2008 às 18:00
Olá António:
Como descreves bem o jogo de forças que o despeito pode criar entre duas mulheres . Olha que o Tomás não está de todo bem servido neste triangulo escaleno... lol...
Beijos


De António a 31 de Março de 2008 às 18:10
Até parece que vou conhecendo bem as mulheres...
Será que sim?
Hummm...
Não me parece!

Beijinhos


De leonoreta a 31 de Março de 2008 às 20:58
ola antonio
bom. como ja li outros contos teus sei que a mulher nao aparece táo famigerada como nos romances do eça.
triangulo escaleno, isósceles e equilátero.
ainda bem que no dia a dia as coisas nao sao assim senao tudo seria um inferno em qualquer empresa, rssss
penso que es um pouco maniqueista. as mulheres ora sao casadas e lindas ora sao divorciadas e feias.
beijinhos


De António a 31 de Março de 2008 às 21:52
Querida Leonor!
Primeiro quero dizer-te que isto é um caso ficcionado que não pretende reproduzir as situações mais gerais que ocorrem numa empresa ou noutro sítio qualquer onde trabalhem juntos homens e mulheres.
Mas não sejas ingénua a pensar que casos deste tipo não ocorrem. Acontecem, e de forma muito mais frequente do que tu imaginas.
Segundo, não é verdade que eu desenhe como personagens mulheres casadas lindas e mulheres divorciadas feias.
Normalmente as mulheres das minhas histórias são lindas porque eu as acho lindas quasi todas.
Mas às vezes até defino algumas como muito feias e outras que não são muito bonitas mas tem outros encantos.
Afinal quem gosta de ler um conto em que uma mulher, amante e nova, seja feia como um lacrau?

Beijinhos


De wind a 1 de Abril de 2008 às 22:53
Excelente história:)
Ele é o chamado "macho latino".lololol
Boa caracterização.
Beijos


De António a 2 de Abril de 2008 às 18:02
Exactamente, Isabel!
Eu nunca usei essa expressão porque a tenho utilizado noutros contos.
Mas é mesmo um "macho latino".

Beijinhos


De Maria a 2 de Abril de 2008 às 00:22
Caramba eu bem sabia que devia haver uma razão para eu embirrar desde sempre com os triangulos escalenos... com uma exepção, quando são rectangulos, gosto deve ser por causa do pitágoras...enfim
Não gosto do triangulo mas gostei da história e eu até conheço algumas margaridas...


De António a 2 de Abril de 2008 às 18:03
Margaridas ou margaridas?
ah ah ah
Obrigado pelo comentário.

Beijinhos


De Maria a 3 de Abril de 2008 às 00:09
Pois,... Sorry era Margaridas (que por acaso não se chamam Margaridas)


De António a 3 de Abril de 2008 às 00:31
Mas as margaridas também se chamam malmequeres, não é?

Beijo


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