Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças!
Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
O meu primeiro livro (IX)

Aqui estou de novo a maçar-vos com o assunto do meu livro.

Mas ele é quasi como um filho para mim, portanto…tentem compreender.
 
Como já tinha dito, podem obter o
 
PELOS TRILHOS DO BETÃO e outros contos
 
no site da artEscrita:
 
http://www.artescrita.com/ficcao.html
 
Para obterem exemplares com dedicatória tem de se me dirigir:
 
a.castilho.dias@netcabo.pt
 
Quanto a livrarias, aqui está uma nova lista daquelas onde a obra está ou vai estar à venda:
 
- Porto Editora (R. da Fábrica e Pç. D. Filipa de Lencastre, no Porto)
- FNAC (R. de Santa Catarina, no Porto e Gaia Shopping, em Gaia)
- Lello (R. das Carmelitas, no Porto)
- Almedina (Arrábida Shopping, em Gaia, Atrium Saldanha, em Lisboa, Livraria Estádio, em Coimbra, Campus de Gualtar, em Braga e em Matosinhos)
- Leitura (R. de Ceuta, no Porto)
- Civilização (Lisboa)
- Pára e lê (Vila Praia de Âncora)
- Académica (Penafiel)
- Centésima (Braga)
- Centésima (Guimarães)
 
Já pensaram que um livro pode ser uma boa prenda de Natal?
 
E já repararam que eu tenho uma grande lata?
Pois…mas quem não chora não mama, diz o povão.
 
Até breve!


publicado por António às 22:00
link do post | comentar | ver comentários (12) | favorito
|

Sábado, 15 de Novembro de 2008
Pelas profundezas do meu ser

Já há vários anos que, algumas das vezes que ia a uma consulta médica e a conversa a tal se proporcionava, me diziam os clínicos:

- O senhor devia fazer uma colonoscopia.
- Mas eu faço todos os anos um check – up que inclui uma pesquisa de sangue oculto nas fezes – ripostava, pensando no que ouvia dizer de terrífico sobre o exame que me sugeriam.
- Não queira comparar a profundidade de um exame e de outro. Não se esqueça de que o cancro do cólon é dos que mais mortes provoca em Portugal e é muito silencioso. Aliás, é recomendado fazer um exame destes aos cinquenta anos. E a detecção de algo maligno, quanto mais precoce for mais aumenta as hipóteses de tratamento bem sucedido.
E fui ouvindo esta conversa ao longo dos tempos.
 
Finalmente, e quando estava numa consulta de hematologia no hospital Pedro Hispano (de Matosinhos), referi que me tinha aparecido uma bolinha no esfíncter anal e que um médico de clínica geral diagnosticara como uma hemorróida para a qual receitara alguns medicamentos.
Diga-se que antes tinha ido consultar um gastrenterologista numa clínica privada e o cavalheiro se tinha recusado a olhar para o meu orifício anal.
Sinceramente, em condições normais, não estaria muito interessado em que ele o fizesse, mas dadas as circunstâncias…
- Só faço um diagnóstico perante uma colonoscopia – disse o cretino.
Estive mesmo para fazer queixa do ilustre doutor mas, para não me chatear mais, deixei morrer o assunto
Também relatei esta insólita negação à doutora que me perguntou:
- Não quer aproveitar e eu peço agora uma colonoscopia para si?
- Vamos a isso!
Explicou-me que, para ser mais rápido, o exame seria feito no exterior, por outra entidade e falou mais coisas que agora não vou escrever senão o texto ficava ainda mais aborrecido.
E assim fui à Rua Sá da Bandeira, a um ponto de atendimento do Instituto CUF, onde me deram instruções e disseram que o exame seria feito junto da paragem do Metro das Sete Bicas, na Senhora da Hora. Também combinamos os parâmetros temporais: 14 de Novembro de 2008 às dez da manhã. Eu falei na sedação e a senhora disse-me que só faziam exames destes com anestesia geral. Mandou-me efectuar um electrocardiograma e uma análise ao sangue específica, avisou-me que não deveria deslocar-me ao local do exame a conduzir e era muito conveniente levar alguém comigo para fixar alguma coisa que me dissessem no final e que eu esquecesse devido à anestesia.
Curiosamente, a tal bolinha desapareceu, mas continuei decidido a fazer o exame.
Entretanto fui ouvindo, da parte de quem já o fizera, coisas horrorosas sobre a sua prática a frio (mas isso não me incomodava) e sobre a preparação prévia.
Era preciso ingerir 4 litros de água com um produto, o Klean-Prep, dissolvido que, além de ser de um mau paladar atroz provocava uma tremenda diarreia para cumprir a finalidade para que era utilizado.
Foi, portanto, com algum temor, que na antevéspera da intervenção que me iria acabar com a virgindade anal de forma tão radical (os toques rectais são uma brincadeira comparados com isto), comecei a fazer uma dieta de acordo com as recomendações que me haviam sido fornecidas.
Depois li com toda a atenção a parte referente à preparação e ingestão do tal produto de limpeza intestinal. E resolvi preparar copo e medidores para fazer 20 tomas de 200 ml cada uma, colocando a solução no frigorífico para cortar o mau paladar.
Às cinco da tarde comecei, para terminar tudo às duas da manhã e, nas oito horas que decorreriam até ao momento da verdade não deveria ingerir rigorosamente nada.
E assim, chegado o momento programado, comecei a beber a zurrapa.
Mas, surpresa das surpresas, o líquido era perfeitamente bebível, não sendo nada aquela coisa abominável que me tinham descrito.
E entre as tomas, o PC e o WC, para onde comecei a deslocar-me com frequência a partir de certo momento, acabei por passar uma noite diferente e estranhamente divertida.
Adormeci sossegadamente cerca das três da matina.
Às sete comecei a ouvir a música do rádio-despertador e às nove eu e a minha mulher entramos para um táxi que tinha sido reservado na véspera.
Chegados ao 3º andar do edifício do Instituto CUF, e depois de tratadas umas rápidas burocracias, fui chamado para uma câmara onde me despi completamente e vesti uma roupa num tecido que me pareceu ser “tecido não-tecido” mas não tenho a certeza.
As calças tinha uma abertura da parte de trás, por razões óbvias.
Deitei-me numa cama até que a menina que me conduzira voltou tendo dado indicações à Maria Fernanda para sair e levou-me para aquilo que eu penso seria um bloco operatório ou coisa parecida.
De referir que, como nunca havia sido sujeito a uma anestesia geral, tiveram de me indicar ao pormenor tudo o que eu devia fazer. Um tubo no nariz, uma injecção, um pouco de conversa e alguém disse:
- Agora?
E só me lembro de ter acordado num repente já na câmara onde ficara a minha roupa. Sentia-me óptimo. Limpei-me, vesti-me, e levaram-me para outro local onde me serviram um chã e uma bolachas que me souberam muito bem mas também “a pouco”. Entretanto chegou a minha mulher. Quis saber pormenores mas eu só lhe pude dizer que estivera todo o tempo a dormir…
Pouco depois veio a médica que fizera a colonoscopia (sempre tinha sido melhor que a virgindade me tivesse sido tirada por uma senhora do que por um homem – preconceitos…) e disse que tudo tinha corrido muito bem, que tinha removido dois pólipos que seriam analisados no Pedro Hispano e que me podia ir embora, não sem antes passar pela recepção onde me entregariam o relatório. Nele se dizia que as paredes da mucosa não apresentavam lesões além de referir a existência dos dois pólipos (5 e 10 mm) e a correspondente polipectomia.
Pedimos para chamarem um táxi e, bem disposto mas ensonado, cerca de meia hora depois estava repimpadamente instalado em casa onde fiz uma ligeira refeição à base de fruta para cerca de uma hora depois me ter deitado para dormir uma soneca.
E assim acabou a saga da colonoscopia.
Penso que foi mais chato para algumas pessoas terem lido isto tudo do que, para mim, fazer o exame.
Digam lá se não tenho razão!



publicado por António às 17:54
link do post | comentar | ver comentários (35) | favorito
|

Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008
Eu...em mudança

Sinto-me em tempo de mudanças!

 
Publiquei um livro em 18 de Outubro passado.
Em 24 de Novembro próximo vou entregar a papelada para no dia 23 de Fevereiro do próximo ano passar definitivamente à situação de reforma.
Em 6 de Janeiro (de hoje a dois meses) vou ser promovido a sexagenário.
 
Esta promoção sugere-me elucubrar um pouco…
Embora pareça que mantenho a frescura física e mental como as tinha há dez ou quinze anos, o facto é que as pequenas mazelas começam a surgir (felizmente só as pequenas).
É a hérnia hiatal e as endoscopias.
É o princípio de um enfisema pulmonar (que me levou a pôr de lado o tabaco, total e definitivamente) e que terminou com o pneumologista a dizer que tinha uns pulmões de atleta.
É um problema muscular na coxa direita provocado pelas minhas caminhadas quasi diárias de 45 minutos.
É um parâmetro qualquer (não o PSA total) que está numa zona cinzenta, precisou de ser corrigido e me fez andar num urologista especializado em questões prostáticas. Tudo ficou bem e agora é só um controlo, de tempos a tempos
É a alergia aos ácaros, que se revelou há alguns anos e não deixa de me apoquentar de quando em vez, mesmo depois de ter feito um tratamento assaz prolongado.
É o IgM, avaliado pela análise imunoquímica do sangue que apareceu elevado obrigando-me a fazer um mielograma e uma biopsia ao osso e medula. Estava tudo bem mas vou continuando sob vigilância.
São umas ecografias que se fazem e descobrem-se mais uns quistos e uns pólipos, por aqui e por ali. E lá faço o controlo anual.
É uma perna que durante alguns meses aparecia mais grossa que a outra sem se descobrir a causa; a situação normalizou sem se saber como.
É uma bolhinha no esfíncter anal que sugere ser uma pequena hemorróida e que suscita uma colonoscopia que vou fazer no dia 14 deste mês apesar de a bolhinha já ter desaparecido.
É a memória traiçoeira que me faz ter brancas quando estou a conversar (por isso prefiro escrever).
É a visão ao perto que quasi todos os anos me obriga a mudar de lentes.
É um dente que, já desgastado, é desvitalizado e reconstruído.
Apesar de tudo isto e de mais algumas maleitas, posso dizer que tenho uma boa saúde…para a minha idade.
Portanto não comecem já a pensar que estou com os pés para a cova pois, se nada de grave acontecer, ainda me verão a andar por aqui durante uma catrefada de anos.
(espero ser promovido ao topo da carreira: centenário)
 
Estive com toda esta conversa fiada só para dizer que, nos próximos tempos, não andarei muito por aqui.
Mas espero, quando as coisas acalmarem, voltar a ter uma maior assiduidade.
Voltar a escrever, voltar a publicar, voltar a dar boas novas, voltar a queixar-me, de tempos a tempos, do aparecimento de um novo problema de saúde ou de qualquer outro tipo.
 
Para terminar, quero dizer-vos uma coisa que penso há muito mas que esta fase da minha vida me impele a gravar aqui.
Temos de nos ir adaptando às mudanças inerentes ao envelhecimento (quer mentalmente, quer adquirindo novos hábitos), encarando-as como uma coisa natural e dizer, sorrindo perante os problemas que eventualmente surjam:
C’est la vie!
(e acrescentar como eu gosto de fazer: siga a banda e toca a música)


publicado por António às 14:23
link do post | comentar | ver comentários (20) | favorito
|

Mais sobre mim
Maio 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


Posts recentes

Este parte, aquele parte....

As fotos de 21 de Maio de...

O 21 de Maio de 2011

O meu terceiro livro (IV)

O meu terceiro livro (III...

O meu terceiro livro (II)

O meu terceiro livro (I)

É dos carecas que elas go...

Três meses depois...

As fotos de 15 de Maio de...

Arquivos

Maio 2013

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Outubro 2010

Agosto 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Outros blogs
Pesquisar neste blog
 
Visitantes
Hit Counter
Free Counter