Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças!
Domingo, 24 de Maio de 2009
Uma noite com Miguel Ângelo Pereira

Em 19 de Agosto de 2005 escrevi um texto intitulado “Miguel Ângelo Pereira” (http://eusoulouco.blogspot.com/2005/08/miguel-ngelo-pereira.html) em que falava sobre os meus antepassados do lado paterno, com especial relevo para o meu bisavô cujo nome lhe deu o título.

Não vou agora repetir o que então escrevi nesse artigo, pelo que recomendo um pequeno esforço para o lerem (ou relerem).
 
Na altura referi que a Dr.ª Ana Maria Liberal estava a preparar a sua tese de doutoramento sobre essa personalidade que foi muito aclamada na época mas hoje está quasi totalmente esquecida. Penso que isso se deve, não à falta de qualidade da sua vasta obra como compositor (além de pianista, regente e pedagogo), mas à infeliz circunstância de a maior parte do seu espólio musical estar desaparecido (ou existir incompleto).
Entretanto, a referida especialista em História da Música, especialmente da música portuense na segunda metade do século XIX, defendeu a sua tese de doutoramento na Universidade de Santiago de Compostela em Setembro de 2006.
Penso que em 2007, encontrei-me com ela na Casa de Serralves onde me ofereceu um CD cujo conteúdo era o resultado do seu laborioso trabalho de cerca de quatro anos.
Mas, confesso que continuo esperançado que um dia essa obra seja publicada em livro e comercializada. Acho que Miguel Ângelo Pereira o merece.
 
Há poucas semanas recebi um convite para assistir à quinta e penúltima sessão do “Ciclo Cultural do Romantismo Portuense – Conferências Musicais – 2009” cujo tema era: “Visita a Miguel Ângelo Pereira e família”.
A organização pertencia à Faculdade de Direito da Universidade do Porto e à Juventude Musical Portuense – Porto.
Contactei alguns familiares também descendentes do músico e, na noite de 22 de Maio de 2009 lá estava eu preparado para ouvir as palavras de Ana Maria Liberal e, pela primeira vez, composições da autoria do ícone da família.
Além de mim, da minha mulher e de duas primas minhas, apareceram mais quatro descendentes do homenageado que eu não conhecia, curiosamente da linha da ligação matrimonial do meu avô Américo, o quarto filho de Miguel Ângelo (eu pertenço à linha da ligação amorosa não oficial). Foi interessantíssimo o que conversamos.
Havia mais umas quinze ou vinte pessoas. Nessa noite acontecia um recital de Sequeira Costa na Casa da Música e ainda um outro evento musical importante, pelo que é provável que tenham contribuído para que comparecessem menos assistentes do que em outras conferências deste ciclo.
Um piano Steinway superiormente dedilhado pela pianista sueca Rosgard Lingardsson, a cantora lírica Cecília Fontes, um jovem quarteto de cordas e um grupo coral de sete ou oito elementos também novos em idade, e que era integrado por um só membro do sexo masculino, eram os intervenientes na execução de várias obras (ou fragmentos) de Miguel Ângelo, a maior parte, mas também do seu filho mais velho, Rafael e do mais novo, Virgílio. Este foi, curiosamente, professor no Liceu que eu, muitos anos mais tarde, frequentei – o Alexandre Herculano.
No total foram executadas doze peças que entremeavam com as palavras da conferencista.
Foi a primeira vez que escutei músicas da autoria do meu bisavô, do qual ouvia falar desde tenra idade.
Obviamente que sou suspeito (além de leigo na matéria), mas achei que o velho Miguel Ângelo era, de facto, um músico de enorme talento.
Fiquei maravilhado!
Por tudo o que aqui escrevi devem compreender que esta tenha sido para mim uma noite inolvidável.
 
Nota: Nesse mesmo dia fazia trinta anos de idade a filha da minha irmã, a Teresa Cristina, que está a trabalhar para a ONU na República Democrática do Congo.


publicado por António às 21:21
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Sábado, 16 de Maio de 2009
Eu... poeta não sou... (VI)

 

Aqui proclamo
Alto e bom som
Que eu não sou
Nem o mau
Nem o bom ladrão.
Sou um pobre homem
Sem vintém
Que nunca roubou
Nada a ninguém.
Um alienado.
Bebedor inveterado
Gingando pelas vielas.
E os gentios
Vêm às janelas
Ver-me caído
Meio a morrer.
A uns faço rir
E a outros pensar
Como certas pessoas
Vão a vida acabar.
 
Hoje acordei assim...
Ai de mim!
Mas depois percebi
Que fora um sonho
Feio, medonho
E renasci
E revivi
 
Estou aqui!
 


publicado por António às 18:23
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