Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças!
Terça-feira, 29 de Julho de 2008
Duelo ao sol

Buck Jones e Roy Rogers estavam frente a frente.

Parados, olhares fixos de um no outro.

Pernas semi-abertas e mãos dextras prontas para sacar a pistola do coldre com a máxima rapidez e disparar para que um só projéctil ferisse de morte o antagonista.

O sol estava alto e brilhava intensamente, reflectindo-se na estrela de xerife de Jones que tinha o chapéu na cabeça para que a luz não lhe perturbasse a visão.

Não corria a mais leve aragem o que fazia com que os raios solares quasi queimassem tudo em que incidiam.

A terra batida do piso amarelado parecia deixar subir para o ar um fumo quente e invisível.

As poucas casas da rua deserta, já velhas e degradadas, eram as únicas testemunhas deste frente a frente que opunha dois lendários heróis do Oeste americano.

As únicas, não!

Sentado num degrau de pedra estava o juiz deste duelo mortal. Seria ele a dar o sinal para o puxar das pistolas.

- Preparados? – perguntou.

Jones levantou o polegar da sua mão sinistra.

Rogers respondeu:

- Sim!

Então, a testemunha levantou-se, e contou lentamente mas com uma voz bem audível:

- Três!

- Dois!

- Um!

- Sacar!

Ambos puxaram das pistolas, mas não se ouviu nenhum tiro; só dois gritos:

- Pum!

- Pum!

Mas nenhum dos atiradores caiu…

Nesse instante assomou à porta de uma das casas uma mulher que gritou:

- Ó Chico! Deixa lá a coboiada e anda comer. E tu vai para casa, ó Manel, porque a tua mãe pode ficar em cuidados.



publicado por António às 14:07
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20 comentários:
De leonoreta a 29 de Julho de 2008 às 22:07
ehhhhhhhhhhhhhhhhh
cortaste-me a pica toda no final ó pá.
isso nao se faz
a meio do texto ja me tinha reportado aos meus filmes de cowboys do sartana e do trinita.
xico e manel ainda por cima. nao havia nada mais piroso?
beijinhos


De António a 30 de Julho de 2008 às 08:32
Olá, Leonor!
Que tal a surpresa?
ah ah ah

Beijinhos


De leonoreta a 30 de Julho de 2008 às 14:15
muito boa. muito boa.
gosto muito quando o escritor escreve coisas diversas.
beijinhos


De António a 30 de Julho de 2008 às 14:58
Escritor eclético!
ah ah ah

Beijinhos


De leonoreta a 1 de Agosto de 2008 às 10:50
ecletico.
nao me obrigues a ir ao dicionario.
obrigado pelo comentario e pela visita.
beijinhos


De António a 1 de Agosto de 2008 às 12:54
Ora!
Estás de férias, portanto tens tempo de ir ao dicionário...ah ah ah

Beijinhos


De alfacinha a 30 de Julho de 2008 às 09:33
Contado numa maneira engraçada. Na altura prefiria ser cavaleiro em vez de cowboy
cumprimentos


De António a 30 de Julho de 2008 às 10:08
Olá!
Obrigado pelo comentário...


De Maria Papoila a 30 de Julho de 2008 às 15:22
Olá António:
Pum Pum e veio a mãe mandar os meninos para a mesa. Um contozinho que me fez voltar a menina.
Beijos


De António a 30 de Julho de 2008 às 18:52
Se fosse Dum Dum não escapava nenhum!
ah ah ah

Beijinhos


De Sophiamar a 30 de Julho de 2008 às 23:03
Ahahahahahah! Quando a história estava no auge, eis que me deparo com uma brincadeira de miúdos. Regressei à infância e recordei os meus amiguinhos de escola. Também eles faziam grandes cowboiadas.
Grande surpresa nos pregaste no fim!

Beijinhos



De António a 30 de Julho de 2008 às 23:41
Eu sou surpreendente, não sou?
ihihihihih
Beijinhos


De meldevespas a 1 de Agosto de 2008 às 11:15
Muito giro!!!!
Fiquei com saudades dos tempos em que via os filmes de cowboys, indios, e outros afins; sentada numa cadeira em frente da televisão (literalmente) de olhos esbugalhados...e tantas foram as vezes que a seguir áa brincar prá rua como o Xico e o Manel (excepto que eu, era sempre, claro está, a namorada do heroi;D)
Gostei muito deste lugar
Um bom fim de semana


De António a 1 de Agosto de 2008 às 13:04
Olá!
Obrigado pelo comentário.
Este blog agora anda um bocado paradote...mas tem muitos textos...e o anterior também!

Beijinhos


De tb a 1 de Agosto de 2008 às 22:52
Só podia claro! Ou então os protagonistas eram os fantasmas dos heróis. Não poderiam por isso morrer de novo. ahahahaha
Gostei, como sempre gosto do que escreves. :)
beijinho


De António a 2 de Agosto de 2008 às 13:41
Olá, Teresa!
Gostei de te ver por aqui...

Beijinhos


De Paula Raposo a 4 de Agosto de 2008 às 11:37
E assim se realiza o teatro imaginário...e eu gosto sempre de te ler. Muitos beijos.


De António a 4 de Agosto de 2008 às 12:29
Olá, Paulinha querida!
Muito obrigado e muitos mais beijos


De wind a 8 de Agosto de 2008 às 22:50
Andas com finais muito cómicos:)
Beijos


De António a 9 de Agosto de 2008 às 09:32
É para animar a vida...ah ah ah

Beijinhos


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