Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças!
Sexta-feira, 27 de Abril de 2007
Histórias curtas XIX - O tímido (parte III e última)
Haviam decorrido poucos dias desde aquela noite em que o Reinaldo tinha visto gorada mais uma possibilidade de perder a virgindade devido às grandes bebedeiras da Sónia, da Té e dele próprio, quando teve de se deslocar ao ponto de trabalho da colega Anabela Cortês.
Era uma interessante mulher com trinta e cinco anos, uns olhos muito lindos numa cara marota, cabelos castanhos a cobrirem o pescoço, magra e de estatura média. Estava separada do marido e vivia sozinha com a filha Cristina, de oito anos.
Depois de falarem dos assuntos de serviço, a Bela olhou para o jovem de uma forma tão especial que este ficou um pouco perturbado.
- Sabes, Reinaldo? Foi hoje decretado oficialmente o meu divórcio. Sou uma mulher novamente livre – disse ela.
- Parabéns! – acabou por dizer o atrapalhado mancebo.
- E esta noite a minha Tininha vai dormir a casa do pai. Não me apetecia nada ficar sozinha. Não queres passar pelo meu apartamento depois de jantar? – atirou-se descaradamente, a trintona.
- Mas a D. Anabela mora longe e eu não tenho carro – esclareceu o rapaz.
- Eu vou a tua casa buscar-te.
- Pois! Mas não sei se posso...
- Claro que podes! E nem precisas de me dizer onde moras porque eu sei muito bem. Às nove e meia está bem? Se estiveres comprometido, o que eu duvido, desmarcas. Combinado?
O tom imperial da colega não lhe deixava espaço de manobra.
- Combinado! – disse ele, ainda meio atordoado com a surpresa.
- Então, meu lindo, a essa hora esteja pronto porque eu lá estarei para darmos umas voltas e depois irmos comemorar o meu dia da libertação oficial.
- Tudo bem! Terei muito prazer – falou o acanhado moço, um pouco mais descontraído. E agora vou para o meu lugar porque tenho bastante que fazer.
- Vai, lindinho, vai! Mas não te canses muito – disse ela em tom provocador.
O Reinaldo retirou-se e, chegado ao seu lugar, sentou-se na cadeira, recostou-se e começou a pensar:
- Puxa! Nunca pensei ter uma proposta destas. Ela é mesmo ousada. Mas acho que hoje é que vai ser. Nunca pensei ter esta sorte. É uma mulher que me excita imenso.
E continuou, completamente alheio ao que devia fazer:
- De facto, já tinha notado que me deitava uns faróis e me fazia uns sorrisos muito convidativos, mas como é muito mais velha, pensei que fosse a gozar comigo. Afinal parece que tem um fraco por mim. Que sorte!
Quando faltavam poucos minutos para a hora da saída tocou o telefone.
- Reinaldo! Estás muito cansado? – era a voz da Anabela.
- Não, não! De facto até nem trabalhei nada. Não consegui! – confessou ele.
- Escusas de estar nervoso porque eu sei muito bem como lidar com um homem. Toma um beijo e até às nove e meia – despediu-se ela.
- Até logo! – disse ele em voz baixa.
 
Passavam uns dez minutos da hora combinada quando tocou a campaínha do andar dos pais do Reinaldo.
- Até logo papá! Até logo mamã! – e beijou ambos.
- Não venhas tarde! Olha que nós ficamos em cuidado. E amanhã tens de ir trabalhar.
- Está bem, mamã! – e saiu, apressado.
Entrou na viatura, sentou-se ao lado da colega e fechou a porta.
- Então, meu lindo? Queres ir dar uma volta ou vamos já para casa e bebemos uns copos para comemorar? – questionou a Anabela.
Imediatamente o sortudo se lembrou da noite do sábado anterior e respondeu:
- É melhor ir dar uma volta.
- Também acho! Temos muito tempo.
Enquanto conduzia, a sedutora ía falando da sua vida: da felicidade dos primeiros anos do casamento, do nascimento da Cristina, da degradação da ligação conjugal subsequente a um alheamento progressivo por parte do marido em relação a ela, da tomada de conhecimento de que o seu marido tinha uma amante e daquele momento terrível em que ele lhe disse que gostava mais de outra mulher e que queria o divórcio.
O moço foi ouvindo praticamente sem dizer nada e mal notou que, entretanto, ela estacionara num sítio ermo.
- Mas agora chega de falar. Desculpa, mas por vezes preciso de desabafar – rematou ela o longo monólogo.
E sem mais, puxou para si o Reinaldo, procurou a boca dele com a sua e beijou-o sofregamente. O rapaz correspondeu com todo o ardor que tinha. Sentiu que ela apalpava o seu falo que estava a portar-se como era sua obrigação. Correspondeu colocando uma mão no seio da esfomeada fêmea e ouviu-a dizer:
- Aperta-me! Aperta-me muito, meu querido!
E enrolaram-se um no outro o melhor que podiam.
Mas logo de seguida ela falou:
- Vamos para minha casa porque isto aqui não dá jeito nenhum!
E arrancou.
O percurso fez-se quasi em silêncio e só quando estavam perto do apartamento da Anabela esta perguntou:
- Estás admirada com o meu comportamento, não estás?
- Sim! De facto não contava com isto – respondeu ele.
- Nunca tinhas reparado que eu olhava para ti de uma forma especial?
- Sim! Mas pensei que fosse a gozar comigo por eu ser tímido.
- És tímido e tonto! – afirmou a mulher ao mesmo tempo que se ria – Tu és o meu preferido há bastante tempo. És um rapaz bonito e que me provocas ondas de calor.
Mas agora foi ele que ficou ruborizado e acalorado.
Ela continuou:
- Não me atirei mais cedo porque fui esperando por uma reacção tua. Como não reagias planeei atacar agora.
Logo de seguida:
- Pronto! Chegamos! – informou a Bela enquanto metia o carro na garagem.
Subiram no elevador e ela apertou-o contra uma das paredes enquanto o beijava com avidez.
O Reinaldo estava já mais que excitado quando entraram na habitação.
- Senta-te aí enquanto eu abro uma garrafa de champanhe para brindar ao meu 25 de Abril pessoal.
Depois conversaram durante algum tempo ao som de uma bonitas canções.
Ela falava mais, mas ía-lhe fazendo perguntas às quais o moço respondia tratando-a respeitosamente por D. Anabela.
- Olha lá, Reinaldo! É altura de deixares de me tratar por dona e por você. Anabela ou Bela – ordenou a extrovertida divorciada.
- Está bem! Mas na empresa continuo a tratá-la como o fazia antes – refreou o jovem.
- Ok! Ok!
Fez uma pausa e disse:
- Esqueci-me de te dizer para trazeres as tuas coisas, mas não há problema. O que eu quero é que passes a noite toda comigo e amanhã eu levo-te para a firma.
O rapaz teve um tremor:
- A noite toda? – pensou – E os meus pais que estão à minha espera?
Ela pressentiu qualquer coisa e disse:
- Há algum problema?
- Bom! Não! Quero dizer...
- Então diz!
- É que nunca passei uma noite fora e os meus pais podem ficar preocupados – confessou ele.
- Pois é altura de te emancipares e habituá-los a que és um homem. Queres telefonar-lhes? – sugeriu ela.
- Talvez seja melhor, senão eles ficam preocupados e nem dormem. E eu também fico muito mais sossegado.
- Então liga! Eu vou ali ao quarto pôr-me à vontade e já venho.
Quando regressou, vestindo um baby-doll branco e semi-transparente só com um dio dental por baixo, ainda ouviu o fim da conversa.
- Oh mãe! Eu sou um homem e é natural que fique fora uma noite. Estou a avisá-los que hoje não vou mesmo dormir a casa. Está decidido! Até amanhã! Durmam descansados que fico bem.
E desligou.
- Muito bem, meu lindo! Assim é que gosto de ti – disse ela com um sorriso mordaz.
O rapaz estava nervoso e nem reparou na reduzidíssima indumentária da colega.
- Então! Não dizes se gostas de me ver assim?
Ele olhou para ela e disse secamente:
- Gosto! Ficas muito sensual.
- Humm...estás contraído. Vamos para a cama que eu trato de te pôr à vontade.
Pegou-lhe na mão e puxou-o para o quarto.
Mas o Reinaldo estava fixo nas palavras que trocara com os pais ao telefone. Nunca lhes tinha falado assim e sentia-se constrangido.
A Anabela despiu-o completamente enquanto o beijava.
- Agora deita-te debaixo do lençol – comandou, de novo, a trintona.
Ele obedeceu enquanto ela também se punha nua e se enroscava nele, já na cama.
Mas aquela ideia de ter entrado em conflito com os pais, coisa inédita, tornava-se bloqueadora.
- Vá, lá, meu lindinho! Descontrai-te! – dizia ela, depois de tapar o candeeiro com um lenço para tornar o ambiente ainda mais íntimo.
E ia-o acariciando, enchendo de beijos, procurando que o pénis se tornasse em falo mas parecia que a mola estava outra vez desactivada.
Ao fim de bastante tempo e numa demonstração de paciência só possível para alguém que gosta mesmo de outro, falou:
- Tenta dormir! Já é uma da manhã e vai-te fazer bem. Quando acordares estás mais relaxado. E não te importes comigo que eu gosto de ti o suficiente para esperar que estejas calmo, meu lindo.
Só por volta das três da madrugada ele conseguiu adormecer, apesar do calor dos carinhos da Anabela que entretanto caíra nos braços de Morfeu.
Eram cinco e meia, mais coisa menos coisa, quando ele acordou. Sentiu o calor do corpo de mulher junto ao seu e apercebeu-se que estava com o pénis em riste. Agarrou-a como um louco, beijou-a, tocou-lhe o corpo todo, abraçou-a com toda força, penetrou-a e...
Aleluia! Aleluia!
Pareceu-lhe ouvir um coro celestial.
Finalmente conseguira deixar de ser virgem!
Tinha feito amor com uma mulher e não pôde deixar de dizer:
- Como me sinto bem, Anabela! Tu foste espectacular!
- Que bom, meu querido! E sabes que me fizeste vir? Foi uma rapidinha sensacional – comentou ela enquanto o acariciava com ternura.
Dormiram mais um pouco e quando o despertador tocou, ela desligou-o e disse-lhe:
- Que se lixe o trabalho! Depois arranjamos uma desculpa.
E mergulharam novamente nos deliciosos jogos de amor.
 
A partir dessa noite tornaram-se amantes e foram muito felizes durante algum tempo.


publicado por António às 18:10
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59 comentários:
De KI a 27 de Abril de 2007 às 21:46
E acabou-se a saga do rapazote, estilo diferente de escrever, interessante e que prende quem o lê... e eu vou lendo...

Até breve :)


De leonoreta a 27 de Abril de 2007 às 23:08
oooops!
vinha aqui agradecer o teu comentario, que é sempre muito simpatico e me envaidece, mas dei de frosques.
porquê?
já havia a terceia parte de uma historia muito bem disposta para ler. para ler com atençao apesar de ser para rir.
daí que pelo avançado da hora e eu já nao conseguir olhar de frente volto amanhã. ouviste ò pá?
abraço da leonoreta


De António a 27 de Abril de 2007 às 23:19
Cá te espero!


De ana joana a 28 de Abril de 2007 às 00:07
Olá António!

Bom, a esta hora o Reinaldo já deve estar novamente em acção. Ainda por cima, como o fim de semana é comprido, a Cristina certamente aproveita para ficar com o papá e assim a casa é toda ela leito de amor e paixão! eheheheh O Reinaldo vai comemorar pela primeira vez verdadeiramente o Dia do Trabalhador ahahahahahah

Beijinhos

Ana Joana


De António a 28 de Abril de 2007 às 10:07
Olá, Ana Joana!
Sinceramente, acho que o Reinaldinho, no dia do trabalhador, vai gozar o feriado e descansar.
Até porque a Tininha vai estar com a mamã.
- Uff... - diz ele - até já perdi 3 quilos...
Sabes que uma mulher aos 35 anos é o máximo!
(enfim...quando é...eh eh)

Beijos meus


De Sara a 28 de Abril de 2007 às 00:36
Ola António,

Sou novata nesta andança dos blogs. Queria dar lhe os parabéns pelo magnífico blog que faz prender a atenção e ficar à espera de mais!
Continue....

Beijos,
Sara


De António a 28 de Abril de 2007 às 10:15
Olá, novata!
Pois eu já sou velho nestas coisas.
Obrigado pelo teu comentário.
Este blog é muito recente.
Se quiseres ver o inicial podes usar o endereço:
http://eusoulouco.blogspot.com
ou ir à minha lista de blogs (que estão por ordem alfabética) e clicar em:
"Eu sou louco!" do Blogger
Presumo que não tens blog (não deixaste link), por isso deixo aqui a minha resposta


De nena a 28 de Abril de 2007 às 02:01
Reinaldinho, filho,..amor..tenho um fetiche..(sussurrava-lhe a Anabela enfiando-lhe a lingua lânguidamente naquele orificio tão peludo e de sabor tão agreste),,-O que é um fétiche minha doce belinha..ui.ui..faz cóscegas querida.. murmurava o terno e eloquente reinaldinho valentinho..
_olha; não me chames belinha, chama-me neninha..)
ah-ahaha.ha,aaaahaa...touché!


De António a 28 de Abril de 2007 às 10:19
Minha querida e doida varrida Nena!
É sempre com prazer que acolho aqui os teus comentários por mais estapafúrdios que sejam.
Não é o caso deste que até é muito romântico...
ihihihihihihih

Beijinhos


De leonoreta a 28 de Abril de 2007 às 09:16
ola antonio
foi um happy end. todos afinal a vida também é isso, tudos os imprevistos, imponderaveis se conjugam para o happy end.

continuo a achar e acharei sempre soberbo o poder que tens de caracterizar fisica e psicologicamente as personagens. é o meu calcanhar de aquiles e por isso deixo sempre subentendido ao leitor. ele que construa o que eu nao consegui.


agora quero outra historia.

abraço da leonoreta


De António a 28 de Abril de 2007 às 10:28
Querida Leonor!
Obrigado pela tua opinião.
Modéstia à parte, acho que tens razão.
E este post saiu-me com uma fluência de leitura enorme.
Ao lê-lo tive essa sensação.
E é dos mais longos que escrevi, desde sempre!
Desta vez não morreu ninguém...foi um "happy (mas cansativo) end".
Já tenho na cabeça a próxima história: "Os corruptos".
Será diferente mas espero que seja do teu agrado.
Mas só daqui a uns 5 ou 6 dias.
Vai dar trabalho a escrever.

Beijinhos meus


De Morgaine a 28 de Abril de 2007 às 10:39
Aiiiiiii que me dava uma coisaaaaaaa!!! quando chegou à cena do bloqueio por bcausa dos pais só tive vontade de te dar um enxerto de porrada. Mas a coisa até acabou bem vá.. finalmente, temos homem! Agora é que o Reinaldinho perdeu a timidez. Pena a cena do doutor Toino.. até ficava giro ahahahaha. Mandaste-me consultá-lo mas esqueceste-te de enviar o horário das consultas!!

Beeeeeeeeeeeeijuuuuuuuuuuuusssssssssssss.. bota lá outra história que cada vez tens mais gente! Tens de manter aqui as belinhas com água na boca entendes?? ahahaha


De bomdiaisabel a 28 de Abril de 2007 às 10:50
Finalmente, António! Estava a ver que não conseguias tirar a virgindade ao Reinaldo. Ahahahah
Foi difícil mas conseguido. Não há dúvida de que querer é poder e o nosso Reinaldo de" haste em riste" lá conseguiu ouvir o coro celestial. Ela foi uma mulher de armas. Paciente, tolerante conseguiu matar a sofreguidão, também sua, de uma noite de amor. Rapidinha mas saborosa. Tás cá um "sexólogo"! Muitos anos!!!!!
Um pequeno comentário à forma como concluiste: "...e foram felizes durante algum tempo." Gostei!
Afinal esta é uma história do quotidiano. Se fosse um conto de fadas terias terminado com a felicidade para sempre.

Beijinhos. Bom fim de semana.


De su a 28 de Abril de 2007 às 11:01
pois..............gostei de ler.te .."nessa rapidinha sensasional":)))))))))))))))

jocas maradas


De JMC a 28 de Abril de 2007 às 14:58
António,
Estava a ver que não, mais uma vez se prova que o psicologico, tem uma grande força e influencia sobre o fisico, mas pronto ainda sobrou uma restia de força
para uma rapidinha, que até deu quase para ouvir a 5ª sinfonia, agora parece que durante algum tempo o rapaz vai ter de trabalhar bastante.

Bom fim de semana.

JMC


De António a 28 de Abril de 2007 às 16:36
Olá!
Obrigado pelo comentário.
Por acaso eu estava a pensar na 9ª que é a coral.
Mas a 5ª, com o pum pum pum pum também ficava a preceito.
ah ah ah

Um abraço


De Paula Raposo a 28 de Abril de 2007 às 16:37
Sabes que normalmente eu gosto muito mais das tuas histórias com mortos e feridos! Mas, tiraste-me as palavras da boca (eh eh eh) com a tua fluidez...beijinhos.

P.S.-Depois de amanhã (dia 30) comemoramos?!!


De António a 28 de Abril de 2007 às 17:49
Querida Paula!
Obrigado pelo teu fluído comentário.
Se comemoramos?
Claro!
Eu bebo um whisky na Maia e tu bebes outro no Estoril.
ah ah ah

Beijinhos


De Paula Raposo a 28 de Abril de 2007 às 20:38
Claro António! Dia 30 trabalho. Depois combinamos o whisky mais para o final da tarde/noite para o bebermos em simultâneo, mesmo que cada um na sua casa. O que é necessário é que comemoremos ambos o mesmo. E tu bem sabes que sim...beijinhos, contador de histórias deliciosas.


De António a 28 de Abril de 2007 às 23:50
Tem de ser bebido mais tarde para, se for preciso, se ir para a cama curar a piela...ah ah ah


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