Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças!
Quinta-feira, 24 de Maio de 2007
Histórias curtas XXIV - O testamento
Leonardo Brito era um tipo não muito dado ao trabalho.
Tinha vinte e sete anos e vivia com os pais num apartamento na periferia da cidade. Concluíra os estudos secundários e trabalhava com os progenitores numa pequena papelaria e tabacaria pertença da família que, não gerando rendimentos que dessem para enriquecer, chegavam para que usufruíssem de uma vida com certa folga.
O casal Américo e Margarida Brito, ambos com pouco mais de cinquenta anos, eram os únicos familiares próximos e vivos do Leonardo. Não tinha irmãos, todos os seus avós tinham já falecido e não tinha tios nem primos pois os pais eram filhos únicos.
Mas restava alguém: o velho Samuel Azevedo, irmão do falecido padrasto de sua mãe, não era exactamente familiar mas era rico, solteiro e sem herdeiros. Tinha uma boa relação com os Brito, nomeadamente com o Américo. O Leonardo e a mãe esperavam ser os herdeiros dos bens do tio, como lhe chamavam.
Quando o pai procurava alertá-lo para a necessidade de se levantar mais cedo para ir trabalhar ou para ser menos gastador, ele respondia:
- Quando o tio Samuel morrer nós herdamos tudo e ficamos governados para o resto da vida.
O Américo repontava:
- Não contes com sapatos de defunto. Olha que muita gente pensava como tu e depois as previsões saíram furadas.
- Mas isso é a excepção à regra. Normalmente as coisas correm bem. E comigo irão correr bem, tenho a certeza – respondia o jovem.
- E além disso a tua mãe está mais próxima dele do que tu.
- Ora! Sendo para a mãe é como se fosse para mim...
- Fia-te na Virgem e não corras... – rematava o pai para não se incomodar muito pois sofria de problemas cardíacos.
De facto, a mamã Guida era muito responsável pela forma de pensar do filho; sempre lhe retirava todos os escolhos do caminho e o mimava demais. O pai bem tentava remar contra a maré mas ficava sempre rebaixado pois a querida esposa não se eximia de lhe atirar na cara:
- Tu cala-te porque se não fosse o dinheiro que os meus pais me deram e depois me deixaram como herança, não tinhas onde cair morto.
As coisas não seriam bem assim, mas o Américo calava-se sempre, embora ficasse a remoer:
- Ainda um dia te hás-de lixar! E então serei eu a rir-me.
Mas, pensando melhor, concluía:
- Se eu entretanto não bater a bota e tiver tempo para assistir ao descalabro, claro!
E lembrava-se que quer o pai quer a mãe tinham morrido novos com problemas cardíacos.
Todavia, o Américo sabia do que falava.
O velho Samuel, que até não era assim tão velho pois tinha cerca de setenta anos, fizera fortuna na Venezuela mas regressara há já quasi vinte. Como ganhara tanto dinheiro com uma mercearia era um enigma que nunca desvendara, nem ao seu confidente principal, exactamente o Américo.
Mas outras coisas lhe contara, o velho.
Que tinha uma amante, a Irene, que conhecera pouco depois de regressar das terras da América Latina. Ela era casada e a relação mantivera-se sempre secreta e ainda durava. A mulher tinha três filhas, uma com vinte e cinco, outra com vinte e dois e a mais nova com dezoito anos. Ela bem tentara convencer o Samuel a casar, chegando mesmo a pedir o divórcio ao marido numa fase mais complicada do casamento, mas o ex-emigrante disse-lhe não muito depois do início do envolvimento:
- Minha menina! Comigo não contes para casar ou mesmo para viver contigo sem casamento. Eu não tenho jeito para marido nem para pai. Vamos continuar como até aqui que quando eu morrer tu terás uma boa recompensa por seres boa para mim. Mas continua com o teu homem!
E assim continuaram e se mantinham agora que ela estava a entrar nos cinquenta.
Tudo isto sabia o Américo mas nunca dissera nada em casa. Aliás, o velho tinha-lhe pedido segredo, por razões óbvias.
E era sabedor de que o velho tinha um testamento. Não tinha a certeza, mas das conversas entre ambos inferira que a principal contemplada seria a Irene, mas ele, a Guida e o filho Leonardo teriam uma fatia igual cada um deles. Também a velha criada Fátima veria reconhecida a sua dedicação. Uma dádiva especial estava destinada a uma instituição particular de caridade de que era membro.
 
Numa noite fria e chuvosa, o telefone tocou quando terminavam o jantar e a Margarida foi atender.
Era a velha empregada do tio Samuel a dar a má nova:
- O senhor morreu! – disse ela desfeita em lágrimas.
A Guida também começou a soluçar mas ainda fez umas perguntas, ficando a saber que o homem tinha morrido de repente, caindo para o chão sem dar um ai.
Depois de desligar o telefone deu a notícia ao seu homem e ao filho e imediatamente partiram para casa do falecido para tratar dos assuntos inadiáveis nessas situações.
Estava ainda lá o médico amigo que acabara de passar a certidão de óbito e esclareceu que o Samuel falecera de enfarte de miocárdio fulminante.
Tiveram de contactar um armador, o mesmo que de vários enterramentos já tratara na família, e viriam a conseguir que o funeral fosse marcado para o dia seguinte, ao fim da tarde, graças ao registo na certidão escrita pelo médico de uma hora de falecimento mais recuada do que a real.
Quando, um dia após o funeral e por sugestão da Guida, íam começar a lidar com a questão da habilitação de herdeiros, o Américo revelou que tinha em seu poder uma cópia do testamento do tio.
- Onde arranjaste isso? – perguntou a mulher.
- Ele já me tinha dito há muito que tinha feito um testamento e o local onde esta cópia se encontrava. A Fátima também sabia. O original está na Conservatória.
- E não disseste nada? – refilou a mulher.
- Ele pediu-me segredo. E, não tendo ele herdeiros, era natural que fizesse um testamento, não é?
E o homem que detinha o documento cuja existência agora divulgara disse:
- Amanhã vou ao Registo Civil para lá ser aberto e serem convocados todos os herdeiros que estejam mencionados no testamento.
Assim fez.
A conservadora assumiu a tarefa de convocar as pessoas mencionadas no testamento para o dia e hora de leitura do mesmo aos interessados.
Passados uns dez dias, às onze da manhã, lá estavam o Américo, a Guida, o Leonardo, a Fátima, a Irene que levou a filha mais nova e um representante credenciado da tal associação de apoio aos mais necessitados.
Todos revelavam alguma tensão, mas eram a mamã e o filho, os prováveis contemplados com um quinhão mais significatico, quem mais falava mas sem esconder um certo nervosismo.
Começada a leitura do documento pela própria conservadora, desde logo ressaltou que a principal beneficiária era a Susana Maria de Campos Almeida que o redactor designava como “minha filha natural”.
Os olhares voltaram-se todos para a filha da Irene e ambas sorriram em contraste com a fisionomia carregada e os olhos que pareciam deitar fogo da Margarida e do Leonardo. Os outros manifestaram apenas surpresa com excepção do homem da sociedade caritativa que assistia indiferente ao que se passava junto dele.
No final, o Américo, que recebera tanto quanto a mulher e o filho, virou-se para este e disse-lhe:
- Eu não te avisei que não estivesses à espera dos sapatos do defunto?
E, aproximando-se da esposa, falou-lhe ao ouvido:
- Gostaste do teor do testamento, meu amor?


publicado por António às 18:20
link do post | comentar | favorito
|

92 comentários:
De Maria Papoila a 25 de Maio de 2007 às 00:12
Olá António:
Não posso crer que vou ser a primeira a comentar. Por razões pessoais e "sui generis" estas histórias de estar à espera de "sapatos de defunto" perturbam-me.
O teu conto como sempre prende do princípio ao fim. O final tem o teu sarcasmo...
O Américo esse provou saber guardar um segredo.
Beijo


De António a 25 de Maio de 2007 às 13:03
Pois foste querida Papoila!
A primeira a cortar a meta exibindo com galhardia a camisola amarela.
ah ah ah
Como tenho abordado muito temas ao longo dos meus já abundantes escritos, é natural que alguns toquem mais umas pessoas e outros outras.
Gosto que me visites e que me comentes.
Volta sempre!

Beijinhos




De Paula Raposo a 25 de Maio de 2007 às 08:00
Gostei muito, muito desta realidade fielmente retratada pelas tuas palavras. Excelente. Muitos beijos e que continues a escrever assim, bem explícito e coerente.


De António a 25 de Maio de 2007 às 13:06
Querida Paula!
Sempre presente, minha amiga.
Eu sei que gostas do que escrevo, mas é bom confirmá-lo lendo as tuas palavras.

Beijinhos


De criancices a 25 de Maio de 2007 às 08:02
Bom, António, mais uma história interessante....só que de defuntos e essas não são as minhas preferidas, deve ser pela palavra que nós não gostamos muito de abordar:morte.
De qualquer maneira, está sublime. Parabéns!
bjinhos.


De António a 25 de Maio de 2007 às 13:11
Pois é, Rosa!
A morte não será um tema muito agradável mas é a única certeza que podemos ter sobre a nossa vida futura: que ela acaba com a nossa morte.
Temos de encarar isso com a maior naturalidade.
Eu, que já sou um bocado carcaça, procuro fazê-lo.
Obrigado pelo teu comentário.

Beijinhos


De wind a 25 de Maio de 2007 às 11:09
Uma boa história que mostra a ganancia de muita gente pelo dinheiro.
Beijos


De António a 25 de Maio de 2007 às 13:53
Olá, Isabel!
Obrigado pelo teu comentário.
Tu nunca deixas de assinar o ponto.
Obrigado.

Beijinhos


De Cusco a 25 de Maio de 2007 às 12:48



Olá! Aproveito para desejar um bom fim-de-semana!
Mais um belo texto…Gostei dos provérbios utilizados. Por aqui em situações semelhantes também se utiliza muito o: “Não contes com o ovo no cu da galinha”.
E lá vai o rapaz continuar pela tabacaria!
Fica um conselho: A idade de ambos está próxima e como serão os dois solteiros ele que se “faça” à filha da Irene..

Um abraço!


De António a 25 de Maio de 2007 às 13:56
Olá!
Também por aqui se usa o provérbio: "não contes com o ovo no cu da galinha".
Desta vez surpreendeste-me ao revelar a tua vocação para casamenteiro...ah ah ah.
Obrigado pelo comentário.

Abraço


De Ângelo a 25 de Maio de 2007 às 16:17
Caro António, ultimamente tenho passado por este espaço, com basta gosto, mas hoje decidi, comentar, não muito pela história, mais para o felicitar pelas magnificas historia que partilha aqui.

Em relação a historia, como ja foi dito, muitas pessoas são ganaciosas e comodistas, esperando que lhes caiam as coisa do céu, infelizmente esta e uma realidade.

Mais uma vez parabens pelo bom blog.

abraço


De António a 25 de Maio de 2007 às 18:12
Olá!
Obrigado pela visita e pelo comentário.
É bom ir conhecendo alguns leitores que normalmente não se revelam.

Um abraço


De mourisca a 25 de Maio de 2007 às 17:19
Olá António,
boa tarde.
Mais uma estória publicada, pois acredito que deve ter muitas outras " no saco azul ". Trama do quotidiano, interessante, irónica que agarra até ao final. Felicito-o.
Um abraço,
Maria


De António a 25 de Maio de 2007 às 18:18
Olá, Maria!
Obrigado por mais um comentário.
De facto eu não tenho nenhum "saco azul" com histórias em stock de onde as vou tirando.
Elas vão sendo construídas calmamente ao sabor da criatividade e da inspiração.
E juro-te que muitas vezes tenho de puxar bem pela cabeça para arranjar um tema e uma trama.
Volta sempre!

Beijinhos


De mourisca a 26 de Maio de 2007 às 09:16
Olá António,
bom dia.
Claro que nao acredito no seu "saco azul", foi uma brincadeira provocatória. É tão cordato e generoso nas respostas aos comentários que me apeteceu espicaça-lo... "Mas que há, há "...
Fim de semana feliz.
Um abraço,
Maria


De António a 26 de Maio de 2007 às 09:31
Olá, Maria!
Onde escondeste o teu Perfil dos blogs no Sapo que nunca mais o vi?

Beijinhos


De mourisca a 26 de Maio de 2007 às 10:35
António,
ando por aqui.
Deve ser o nevoeiro de D. Sebastião que ainda nos atrapalha.
Continue feliz.
Maria


De António a 26 de Maio de 2007 às 14:31
Nã, nã...
Não há nevoeiro.
Está sol.
Portanto não há atrapalhações...eh eh.
Obrigado pelas palavras que deixaste na minha Homepage.

Beijinhos


De casualidade a 28 de Maio de 2007 às 20:37

Olá antónio,
é de admirar a sua linda região estar sob sol ardente, quando o resto do nosso pequeno país tremia de frio... Nem um bocadinho de nevoeiro?...
Venho dar-lhe a conhecer o meu novo nick. Fui forçada a alterar o nome por razões de política internacional...como deve calcular.
Um abraço
Maria



De António a 28 de Maio de 2007 às 22:27
Hummmmmmmm....
Parece-me que és da Al-Qaeda e agora estás a querer disfarçar.
Mas tem cuidado porque eu sou louco!
Ai sou, sou!

Beijocas


De casualidade a 31 de Maio de 2007 às 08:10
Olá António,
como descobriu? É um detective temível... Ainda o veremos do outro lado do Atlântico...
Acredito que tantos comentários o ponham louco!Parabéns pelo reconhecimento.
Dia feliz
Maria




De António a 31 de Maio de 2007 às 09:23
Olá, Maria!
Que vou eu fazer para o outro lado do Atlântico?

Beijinhos


De casualidade a 31 de Maio de 2007 às 11:39
António,
trabalhar para o departamento de investigação do tio Bush, é óbvio...
Continue feliz
Maria


De António a 31 de Maio de 2007 às 12:58
Cruzes, credo, canhoto, abrenúncio, saramago...
Trabalhar para o G.W. Bush?
Ainda ficava imbecil por contágio do homenzinho!
Que mal te fiz para me odiares tanto?

Beijinhos


De António a 31 de Maio de 2007 às 12:59
E quem te disse que sou feliz?


De casualidade a 31 de Maio de 2007 às 13:51
O António, é um homem feliz ". " É minha convicção, dizem seus escritos e murmuram o vento, os pássaros, as marés... , toda a natureza.
Ficar imbecil ... impossível.
Pois, e o blog... como ficaria ?
Um abraço,
Maria


De António a 31 de Maio de 2007 às 14:04
O blog ficaria ainda mais louco!
(teria de ser internado)

Beijinhos


De casualidade a 31 de Maio de 2007 às 16:59
Olá,
vamos enterrar o machado até outra estória...
ou não...
Continue feliz.
Maria


De António a 31 de Maio de 2007 às 18:37
Já há outra história desde ontem.
ah ah ah


De poesiamgd.blogspot.com a 25 de Maio de 2007 às 17:39
Francamente... foi bem feita! Sapatos de defunto!!!!
És excelente contador de histórias!!!
Um beijo


De António a 25 de Maio de 2007 às 18:22
Olá, Goreti!
Obrigado por mais um dos teus comentários que me fazem subir a auto-estima.

Beijinhos


De bomdiaisabel a 25 de Maio de 2007 às 23:39
Meu Querido António!

Continuas um inigualável contador de histórias. Leio-as do princípio ao fim sem pestanejar. Quanto aos gananciosos herdeiros, saiu-lhes o tiro pela culatra. E lá tiveram de guardar a viola e continuar a trabalhar. Tu engendras com cada história! De facto , são tão bem feitas, as personagens estão tão bem caracterizadas que só me resta dar-te os parabéns.
Continuarei fiel leitora. Voltarei para ler o comentário ao meu comentário.
Beijinhos


De António a 25 de Maio de 2007 às 23:59
Querida Isabel!
Deixa-me agradecer-te mais uma visita e mais um comentário que me desvanece.
O próximo conto (ainda faltam uns dias para nascer) vai ter qualquer coisa de bastante diferente.
Mas aqui fica o suspense.
Como já é tarde, amanhã irei ler os teus posts (que hoje só espreitei).

Beijinhos


De bomdiaisabel a 26 de Maio de 2007 às 10:31
Bom dia, António!

Cá estou eu, acabadinha de ler o comentário ao comentário e a deixar mais umas palavras.
Primeiro, é justo que o diga, fazes parte daquele grupo de amigos que merece a minha consideração, a minha admiração, o meu respeito, a minha amizade( não agradeças. isto conquista-se e tu, tal como o vimaranense Afonso, o primeiro, sabes conquistar pela palavra, pela simpatia, pela gratidão...). Obrigada pelas palavras deixadas no meu canto num momento difícil da minha vida.Continuando, espero não fazer muitas asneiras. Ontem fiz mais uma que tu já eliminaste.Aguardo já o novo conto e com água na boca. Então aqui já se usam os métodos telenovelescos, anunciando com suspense a próxima?
Ó meu querido amigo, deixas-me a pensar. Tenho de andar a rondar a tua casa. Mas quem corre por gosto não cansa. E vir aqui é mesmo um gosto. Tu és um docinho e as tuas histórias são morgadinhos algarvios.Ahahahahah
Beijinhos. Tem um bom fim de semana!


De bomdiaisabel a 26 de Maio de 2007 às 10:47
Meu Querido António!

Ficas desde já convidado a vir ao Algarve. Já sabias, mas repito, o convite fica feito para qualquer época do ano. Tenho o maior prazer em ser tua anfitriã e da tua mulher. Dar-te-ei a conhecer o Algarve litoral mas também o Barrocal e a Serra com os seus sabores e as suas gentes, os seus costumes, o artesanato, os locais históricos. Nada que se compare ao norte mas muito bonito também.
Este convite é extensivo aos amigos que trago no coração e que passam com assiduidade no Bom dia Isabel.
Tenham um bom fim de semana.



De António a 26 de Maio de 2007 às 14:43
Gosto de criar mistérios, de gerar enigmas, de fazer suspense...ah ah ah.
E sou maluco...ah ah ah.

Agradeço mais uma vez o teu convite.
Não gosto do calor e como agora posso viajar em qualquer altura do ano, não tenciono fazê-lo no verão mas na chamada época baixa.
Mais fresco e mais económico...serei mesmo maluco?
Se for ao Algarve certamente que te direi qualquer coisa a tempo e horas.

Beijinhos


De leonoreta a 26 de Maio de 2007 às 09:43
ola antonio
sabe bem começar o fim de semana a ouvir uma historia. os contos, mesmo retratantando o real fielmente como os que contas fazem parte do nosso imaginario e precisamos deles para nos vermos na sociedade.
bem escrito como costume
abraço da leonoreta


De António a 26 de Maio de 2007 às 10:08
Querida Leonor!
Obrigado pelo teu comentário.
Imprescindível, como sempre.

Beijinhos


Comentar post

Mais sobre mim
Maio 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


Posts recentes

Este parte, aquele parte....

As fotos de 21 de Maio de...

O 21 de Maio de 2011

O meu terceiro livro (IV)

O meu terceiro livro (III...

O meu terceiro livro (II)

O meu terceiro livro (I)

É dos carecas que elas go...

Três meses depois...

As fotos de 15 de Maio de...

Arquivos

Maio 2013

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Outubro 2010

Agosto 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Outros blogs
Pesquisar neste blog
 
Visitantes
Hit Counter
Free Counter