Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças!
Domingo, 10 de Junho de 2007
O derradeiro Dia da Raça
Escreveu Conceição Meireles, professora de História Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade do Porto:
 
“Após a Implantação da República em 5 de Outubro de 1910, foram desenvolvidos trabalhos legislativos e, logo em 12 de Outubro, saiu um decreto que estipulou os feriados nacionais.
Alguns desapareceram, nomeadamente os ditos feriados religiosos, uma vez que o objectivo da República era justamente laicizar a sociedade e subtraí-la à influência da igreja.
Os feriados que ficaram consignados por esse decreto de 12 de Outubro de 1910 foram:
o 1 de Janeiro, que era o dia da Fraternidade Universal;
o 31 de Janeiro, que evocava a revolução – aliás, falhada – do Porto e que portanto era consagrado aos mártires da República;
o 5 de Outubro, vocacionado para louvar os heróis da República;
o 1 de Dezembro, que era o Dia da Autonomia e o Dia da Bandeira;
e o 25 de Dezembro, que passou a ser considerado o Dia da Família, tentando também laicizar essa festa religiosa que era o Natal”.
O decreto de 12 de Outubro dava aos municípios a possibilidade de escolherem um dia do ano que representasse as suas festas tradicionais e concelhias.
Lisboa escolheu para feriado municipal o 10 de Junho, em honra de Camões, uma vez que a data é apontada como sendo a da morte (em 1580) do poeta que escreveu Os Lusíadas”.
 
O dia da morte de Camões só em 1925, ainda no tempo da 1ª República, foi comemorado como feriado nacional.
O Estado Novo manteve essa celebração, tendo até utilizado o dia para a inauguração do Estádio Nacional, em 1944. Durante a cerimónia, Salazar proferiu um discurso em que rebaptizou o feriado como Dia da Raça, nome que, aliás, já vinha sendo usado, ao que parece, embora não oficialmente.
Não sei exactamente, mesmo depois de ter feito várias pesquisas, qual a evolução do nome oficial do 10 de Junho ao longo deste período:
Dia de Camões?
Dia de Portugal?
Dia de Camões e de Portugal?
Dia da Raça?
À data do golpe militar de 25 de Abril de 1974 parece que o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça.
Mas a terceira República não se revia nesta designação e em 1978 já é comemorado como Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
E entre 1974 e 1977?
Fica a minha interrogação.
 
Após este longo intróito, passemos então ao assunto que me levou a escrever este texto:
Em Fevereiro de 1973, e após ter concluído os meus estudos, ingressei voluntariamente, mas após prestar provas várias, incluindo documentais, no Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval (no meu caso, o 22º CFORN) destinado à formação de oficiais milicianos da Armada.
Éramos quarenta no curso de Marinha, trinta e cinco no curso de Técnicos Especialistas, que englobava licenciados em Direito, em Geografia, em Química e muitas outras áreas e vinte e cinco no curso de Oficiais Fuzileiros Navais. Cem no total.
Fomos todos instalados, com várias mordomias como era apanágio da Marinha de Guerra, na Escola Naval do Alfeite onde fizemos uma instrução durante cerca de seis meses sendo que um deles foi passado no Grupo nº 1 de Escolas da Armada em Vila Franca de Xira.
O curso era razoavelmente exigente do ponto de vista de estudo teórico, mas pouco no que respeitava à preparação física.
Em Agosto, penso que só os cadetes do curso de Marinha, embarcamos na fragata Roberto Ivens para cerca de duas semanas de uma viagem de instrução: Ponta Delgada em S. Miguel (Açores), Mindelo em S. Vicente (Cabo Verde) e Las Palmas na Gran Canaria (Ilhas Canárias) foram os locais de atracação.
Depois seguiram-se as férias e a colocação, já como aspirantes a oficial, em várias unidades navais ou de terra, no Continente ou no Ultramar, como eram chamadas as colónias.
 
Mas o que eu queria verdadeiramente deixar aqui escrito foi que, no dia 10 de Junho de 1973 (reparem bem no ano – 1973), a companhia de cadetes da Escola Naval foi destacada para desfilar no Terreiro do Paço, na capital, numa cerimónia comemorativa do dia que foi presidida pelo então Presidente da República, Almirante Américo de Deus Rodrigues Thomaz e pelo Presidente do Conselho de Ministros (actualmente chamado de Primeiro-ministro), Professor Doutor Marcello José das Neves Alves Caetano.
As muitas companhias que iriam participar no desfile, dos três ramos das forças Armadas, estiveram no centro da praça esperando a sua vez de prestar o respectivo contributo activo à cerimónia, enquanto oficiais e soldados íam sendo condecorados na tribuna de honra. Muitos já estavam enterrados e a homenagem era póstuma sendo as medalhas entregues a familiares.
Deprimente!
Antes, tinham sido proferidos os discursos da praxe com a exaltação do papel das Forças Armadas na defesa da Pátria multiracial e pluricontinental
Até que ao fim de uma eternidade lá começou o desfile.
A minha companhia foi a primeira e lembro-me perfeitamente de, ao fazer a saudação em marcha à tribuna de honra que tinha sido montada mesmo junto ao Cais das Colunas e virada para norte, vislumbrar com nitidez aquelas duas altas figuras do Estado.
Marchávamos no sentido jusante – montante, tendo em consideração o rio Tejo.
Depois foi meter pela rua da Prata, virar à esquerda não sei onde e regressar pela rua do Ouro.
Havia muitos populares que nos saudavam e, tanto quanto me apercebi, eram as companhias da Marinha de Guerra as mais aplaudidas.
- Estes é que são bons! – gritava, entusiasmada, uma quarentona.
- Olha como é linda esta farda! – dizia outra mulher em voz alta.
Os mirones eram sobretudo pessoas que viviam em zonas menos abastadas da baixa e da beira-rio, assim me pareceu.
Terminada a volta, voltamos a formar no centro da praça mas, desta vez por pouco tempo. A ordem de destroçar não demorou.
E foi assim que fui protagonista do derradeiro Dia da Raça!


publicado por António às 00:10
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48 comentários:
De Madalena a 10 de Junho de 2007 às 00:15
Eh pá, o eu sou louco mudou de casa, cum catano, tenho de mudar os favoritos!!

Eh pá, só me dão trabalho :PP

**

(eu sou a Sara, a AmigaTeatro, do Mundo à Janela ;) )


De António a 10 de Junho de 2007 às 13:10
Há quanto tempo, minha amiga!
Mas já vi que tens aberto "O mundo à janela" (como Sara) e também "As cores da vida" como Madalena.
Obrigado pela visita.
O teu blog antigo já aqui estava linkado e agora linkei o novo.
Não prometo muitas visitas porque os dias continuam a ter 24 horas.

Beijinhos


De Paula Raposo a 10 de Junho de 2007 às 07:49
Além de ter ficado a saber uma data de coisas, com este teu texto bem elucidativo, concordo como adjectivo que empregas de 'deprimente'. Sem mais. Beijinhos.


De Paula Raposo a 10 de Junho de 2007 às 07:50
Com os olhos meio adormecidos, não é 'como' é 'com o' que queria escrever....


De António a 10 de Junho de 2007 às 10:21
Olá, Paulinha!
Obrigado pela tua visita e comentário.
(gralhas estamos todos a fazer sempre...não te rales)
Felizmente não estava suficientemente perto da tribuna para ver os rostos, mas o ambiente e o som eram, de facto, deprimentes.

Beijinhos


De Anónimo a 10 de Junho de 2007 às 18:19
Não aprecio muito 'gralhas'. Beijos.


De Paula Raposo a 10 de Junho de 2007 às 18:22
Desculpa lá isto ter saído anónimo. Mas lerda sou. Espero que agora não apareça como anónimo...Beijos.


De António a 10 de Junho de 2007 às 18:48
Eu também prefiro pato (sobretudo arroz de pato no forno) do que uma gralha.
ihihihihih

Beijinhos


De leonoreta a 10 de Junho de 2007 às 08:06
ola antonio
se te esmeras na construção dos teus contos, que é literatura ficional e nela sempre se pode fugir por aqui ou por ali que ninguem nota, ainda te esmeras mais em artigos deste géneroa que pelas datas se tornam em documentos historicos independentemente do autor ser mais ou menos conhecido.
não sabai da questao da abolição e da escolha de certos feriados depois da implantaçao da republica. alias, tambem essa viragem na politica transformou a escola em larga escala trazendo a tal massificaçao devido ao ensino para todos e por arrasto o insucesso escolar,
onde estaria eu na altura em que desfilavas no terreiro do paço? tinha 12 anos na altura e estaria provavelmente a fazer um pic nic para os lados da fonte da telha sem consciencia nenhuma dees desfile e do que representava.

abraço da leonoreta


De leonoreta a 10 de Junho de 2007 às 08:07
devia ter verificado o texto antes de publicá-lo e nao agora como estou a fazer. tem algumas gralhas. mas acredita que é das teclas


De António a 10 de Junho de 2007 às 10:25
Querida Leonor!
Eu sei que é das teclas.
Também sei que gostas desta data. Parabéns!
A massificação do ensino veio com o 25 de Abril, certo?
Vês como sou antigo?
Eu no 10 de Junho e tu ainda uma menininha!
ah ah ah

Beijinhos


De leonoreta a 10 de Junho de 2007 às 12:23
nao. a massificação do ensino começou, no nosso pais, exactamente com a laicização ocorrida pela implantação da republica. essa laicização encaminhava para uma igualdade de classes sociais e assim igualdade de oportunidades para todos. ora, a partir do momento em que a escola aos poucos começa a ser obrigatoria e cada vez mais a abranger mais anos de escolaridade veirfica-se que ha grandes discrepancias nos miudos nao so a nivel social mas, o mais importante, a nivel cognitivo. os miudos nao aprendem porque muitas vezes nao tem capacidade de aprender. junta-se na mesma sal quem sabe e quem nao sabe e o professor tem de desdobrar-se em varias estrategias. surge o insucesso escolar. hoje em dia contorna-se o problema fazendo curriculos alternativos em que se da ao que nao aprende o mesmo diploma que se da ao miudo que conseguiu. evidentemente que aquele que nao aprendeu ficará algures pelo caminho.
abraço da leonoreta


De António a 10 de Junho de 2007 às 12:44
E achas que durante o Estado Novo houve massificação do ensino?


De leonoreta a 10 de Junho de 2007 às 13:16
nao como hoje na medida em que a escola so era obrigatoria ate á quarta classe. contudo, ja se notava algumas diferenças na aprendizagem embora esta se fizesse apenas e unicamente pela memorizaçao dos conteudos.
curiosamente, havia uma escola no alentejo que ja começava a trabalhar as novas pedagogias, das quais, note-se, que nao estou inteiramente de acordo. porém a escola do meu tempo em que so se aprendia a "saber" e nao a "fazer", decididamente NAO:
hoje ensina-se a raciocinar. eu tenho esse cuidado. é um trabalho lento em que tento incutir em 20 miudos um bicho pelo querer saber e ir mais além do que a rua deles. tento que eles usem o que aprenderam agora noutra situaçao diferente. penso que isso é raciocinar. se eles sabem o que é a decima ou superlativo analitico sintetico nao me interessa muito. estou a invadir o teu blog. mas es tu que me desafias.a culpa é tua.
abraço da leonoreta


De António a 10 de Junho de 2007 às 14:26
Estás a fazer aqui a tese do Mestrado?
ah ah ah
Olha!
Reparaste que escrevi os nomes completos do Thomaz e do Caetano?
Ainda me lembrava.
E sabias que nos anos 60 circulava à boca pequena (et par cause...) o seguinte epitáfio para o Thomaz?

"Aqui jaz
Américo de Deus
Rodrigues Thomaz
que em vida nada fez
e agora nada faz"

ah ah ah

Beijinhos


De leonor costa a 10 de Junho de 2007 às 10:30
Gostei de ler e revivi momentos passados da minha vida. Sempre achei detestáveis e de mau gosto essas condecorações póstumas. Sofria-se antes e depois, bem à moda portuguesa. Mas enfim...

Beijinhos


De António a 10 de Junho de 2007 às 15:22
Olá, Leonor!
Obrigado pela visita (ou visitas...eh eh) e pelo comentário (ou comentários...eh eh).
Aquelas pessoas de negro: pais, irmãos, mulheres, filhos ou namoradas...deprimente!

Beijinhos


De a sua vizinha a 10 de Junho de 2007 às 10:37
Ó vizinho, vocemecê fez-me arrecuar pra trás uma data de anos! Nessa altura eu era uma rapariga nova! Sabe, nunca alinhei muito nesses aparatos embora tenha sido criada com um "tropa" e tenha trabalhado na aeronáutica militar... Mas que as fardas são bonitas... isso são! Pelo menos dava pra distraír os olhos do povo que andavam tão tristes! Mas a da Força Aérea tambem não fica atrás, ora bem... Beijinhos, vizinho António!


De António a 10 de Junho de 2007 às 15:18
Ó minha querida vizinha!
Tive muito gosto em tê-la aqui em casa.
Muito obrigado pela visita.
Mas deixe-me dizer-lhe que fardas como as da Marinha...
A de inverno, toda azul marinho com o casaco de trespasse e os botões doirados!!!!
E a de verão, toda branquinha com um dolmen como um sorveteiro aristocrata!!!
Qual Força Aérea qual caraças!
ah ah ah

Beijinhos


De bomdiaisabel a 10 de Junho de 2007 às 11:03
Olá, António!
Fizeste-me recuar uns aninhos e dei comigo a lacrimejar. Recordações! Tantas, amigo. Desses tempos e de outros um pouco mais recuados.Daí as lágrimas que a tua escrita notável me trouxeram. Escreves tão bem que me senti no Terreiro do Paço contigo. Também tenho um amigo que desfilou nessa altura. O Zé Francisco, amigo de infância. Esse foi para a marinha mal acabou o sétimo ano do liceu. Bem, vou deixar-me de divagações.
Hoje fizeste uma crónica que é quase um documento histórico e talvez tenha um caminho relacionado com o seu conteúdo. Amanhã te direi como vai ser aproveitado.
Bem, fiquei colada ao monitor a ler o post com a atenção que me mereces. Tu gostas de História, ó engenheiro! Quem nos faz um post destes indicia o seu interesse pelo conhecimento das ciências sociais e humanas.
Se tens gralhas, não te importes porque a mensagem chega direitinha aos destinatários E vejo que fizeste uma boa pesquisa . Parabéns!
Beijinhos. Muitosssss


De António a 10 de Junho de 2007 às 14:30
Querida Isabel!
Obrigado pelo teu comentário.
Sabes que eu costumo dizer que "sou engenheiro por formação mas não por vocação"?
(estive inscrito na Ordem durante poucos meses porque a empresa necessitava disso; depois mandei-os bugiar porque são uma cambada de elitistas)

Beijinhos


De bomdiaisabel a 10 de Junho de 2007 às 16:05
Meu querido Amigo!

De facto , vejo que o engenheiro que trazes como inquilino, daria um excelente professor. E até ouso dizer que na faculdade de letras darias um catedrático de "estalo". Tens cá um dom para contar histórias,verídicas e não ´só, para comentar...
Bem tudo isto para te dizer que continuas a merecer muitas visitas. E hoje, que falas de marinheiros.... ihihihihihi
Fartei-me de rir com o epitáfio do Thomaz. Quanto ao ensino, se eu te falasse dele daria pano para vestir uma comitiva presidencial. Tornou-se "obrigatório "desde o reinado de D.MaraiI e assim continua. Quanto ao percurso, sinuoso, com curvas e contracurvas não te posso aqui falar.
Beijinhos


De António a 10 de Junho de 2007 às 18:12
É assim, Isabel:
No antigo 3º ano dos liceus tive um espantoso professor de História (merece que escreva aqui o nome dele: Vilarinho Raposo) e comecei e pensar em seguir o curso de História.
Infelizmente, nos dois anos seguintes, tive nessa cadeira um dos piores professores que apanhei em toda a minha carreira académica.
E comecei a pensar em ser engenheiro.
(era bom aluno a tudo...não me distinguia em nada, particularmente...e aos 17 anos tive de decidir...mas fiz engenharia com média de 14. Resumindo: sou um génio! ah ah ah)

(não percebi essa de D. Marail)

Beijinhos


De bomdiaisabel a 11 de Junho de 2007 às 13:47
Pois é António, onde fui eu buscar esta D.Marail? Bem , lá terei de emendar tudo isto. E faço marcha atrás. O Ensino primário tornou-se obrigatório e gratuito a partir do reinado de D.Maria II mas o resultado, à semelhança de muitas outras reformas no ensino, foi bastante insatisfatório. Num tempo em que as famílias eram numerosas, em que não havia pão para a boca de todos muitos, muitos pais, quase todos os das classes mais baixas, viam-se obrigados a distribuí-los pelos trabalhos da lavoura. Nas cidades, não era melhor. A industrialização deu origem aos pátios em Lisboa e às ilhas no Porto e aí , muitas crianças e mulheres, começavam o trabalho muito cedo. Não eram raras as vezes em que apenas comiam um bocado de pão duro. Como poderia a escola ser obrigatória e gratuita? Quando as necessidades impõem o trabalho não há " vagar2 para os estudos. E teria muito para te contar. No entanto, desviamo-nos do objectivo deste post, uma reflexão sobre a designação7 origem deste feriado. Reitero aqui, o gosto com que te leio e não se se não deva amaldiçoar o tal professor que me roubou um colega. Sabes, amigo, eu também era boa aluna a tudo e as minhas prioridades eram medicina ou direito mas o pai gostava tanto que a sua menina fosse professora.
Bem, amigo, corrigida a " D.Marail", despeço-me com beijinhos.
tem uma boa semana!


De António a 11 de Junho de 2007 às 13:58
Olá, Isabel!
Depois da correcção e da explicitação do teu pensamento já fiquei esclarecido.
Obrigado!

Beijinhos


De Maria Papoila a 10 de Junho de 2007 às 14:15
Olá António:
Regressada de férias vim visitar-te e deparo com interessante texto de recordações notáveis e um esclarecimento documentado sobre o Dia 10 de Junho.
Beijos


De António a 10 de Junho de 2007 às 15:03
Querida Papoila!
Espero que as férias tenham sido porreiras.
Obrigado pela visita e pelo comentário.

Beijinhos


De wind a 11 de Junho de 2007 às 12:45
Desconhecia o termo "raças" e achei todo esse passado deprimente de estúpida que foi essa ditadura!
beijos


De António a 11 de Junho de 2007 às 14:01
Querida Isabel!
Do pior e do melhor é feita a História de um país.
E Portugal não escapa a esta regra.
Obrigado pelo teu comentário.

Beijinhos


De sonamaia a 11 de Junho de 2007 às 16:31
Antes de mais parabéns pelo trabalho de pesquisa que tiveste para escrever este texto!! Eu, que sou um nadinha mais jovem do que tu, ignorava que o dia 10 de Junho já tinha tido tantas designações!! Para mim sempre fio "o de Camões" o "da Raça" e posteriomente o " de Portugal e das Comunidades portuguesas"!! Será que ainda é assim que se chama????
Seja como for para mim não passa de mais um feriado para desfrutar!! Azar este ano ter sido ao domingo!!
Nunca prestei grande atenção às cerimónias comemorativas, mas sempre me impressionou a multidão de representantes dos diferentes ramos das Forças Armadas esperando, pacientemente, a sua vez de desfilar, às vezes sob um sol tórrido, perante a tribuna presidencial!!
Voltando ao texto! Mais uma vez mostraste a tua polivalência na abordagem dos mais diferentes temas´!! Tá visto que nasceste pra escrita!! Agora que estás na situação de pré-reformado podes e deves desenvolver esse dom!! Sim, porque é de um dom que se trata!! E claro concorrer com o máximo de textos possiveis ao concurso que publicitas!! Se eu fosse júri já tinhas ganho, garanto-te até porque sendo a tua formação académica no ramo das Ciências mais mérito tens!! Eu, que sou de Letras, nunca me atreveria a alinhavar duas palavras juntas, quanto mais a publicá-las!!

Por tudo isto e o mais que fica por dizer, muitos parabéns querido amigo!! É sempre um prazer imenso ler os teus posts!!


De António a 11 de Junho de 2007 às 18:16
Olá, querida amiga!
Obrigado pelo teu comentário.
Actualmente, chama-se "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades" ao 10 de Junho.

No Concurso do Henrique Sousa os concorrentes devem ser anónimos.
E há muita gente a escrever bem.
Portanto...
Interessa-me fundamentalmente divulgar o meu trabalho.
Mas se viesse o 1º prémio já dava para uma viagenzinha...provavelmente a Lisboa para o receber...ah ah ah.
Volta sempre!

Beijinhos


De Marta a 11 de Junho de 2007 às 19:21
Aí ó António que xodades!! Quando estavas a desfilar nessa parada eu era canita e vivia muito longeeeeeee deste país daí que a minha ignorância sobre factos históricos por terras lusas é do tamanho da cordilheiras dos Andes mas... e digo, mass!! estou sempre a aprender coisas.. com gralhas ou sem gralhas e vá lá vá, fizeste parte dum momento histórico. Pena que não tenhas contribuido para a proibição dos feriados aos domingos.. ó raça!

Estou farta deste país.. daaahhhhhhhhhhhhh

Toma um 'braçooo!


De António a 11 de Junho de 2007 às 21:30
Olá, Marta!
Tens trabalhado muito na OK Tele-seguros?
ihihihih
Penso que sim, senão não estarias tão preocupada com os feriados ao domingo.
Eu não estou nada!
Juro!
ah ah ah
Obrigado pelo teu comentário.
Tudo de bom!

Beijinhos


De Marta a 12 de Junho de 2007 às 10:45
Nem imaginas como estás lá perto pá... bruxo danado!


De António a 12 de Junho de 2007 às 12:47
Tenho um dedinho que adivinha, minha querida!

Beijos meus


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