Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças!
Sexta-feira, 24 de Agosto de 2007
Memórias do fundo do baú
Nasci no Porto, no dia de Reis do ano de 1949.
Entrei para a primeira classe no dia 7 de Outubro de 1955.
(Sim! As aulas da primária começavam sempre nesse dia)
Tinha seis anos, mas pouco faltava para fazer sete.
Legalmente não me podia matricular mas alguma intervenção muito pouco divina permitiu que começasse a aprender as primeiras letras e números ainda com seis anos.
Aliás, eu até já sabia umas coisas pois o meu pai fez questão, uns meses antes, de me comprar uns cadernos para eu ir copiando algarismos e letras e não sei mais o quê para depois fazer boa figura na escola.
Certamente que os pedagogos ficarão escandalizados com tal procedimento mas o facto é que não me parece que tal avanço forçado me tenha prejudicado. Teve vantagens? Confesso que não sei.
 
Mas o que se passou entre estas duas datas marcantes?
Tinha eu dois anos quando, em 31 de Maio de 1951, nasceu a minha irmã.
O acto ocorreu em nossa casa (era alugada, mas façamos de conta que era da família), com a assistência de uma parteira (D. Maria Pereira, se bem me lembro) e da minha tia Minda (de Arminda), ainda solteira, que viera ajudar a mana.
Lembro-me como se fosse hoje!
De factos anteriores só tenho lembranças difusas, mas do nascimento da Nandinha as imagens são de uma clareza total.
Tarde de sol. Quando chegou o momento que entenderam ser apropriado mandaram-me para casa da vizinha, a velha D. Maria Caldas, senhora fina que vivia só embora o seu filho Agostinho morasse na mesma rua de Oliveira Monteiro e não muito longe. Sentaram-me no parapeito de uma das duas janelas que a casa da velhota tinha com as pernas a pender no lado exterior.
E a paciente viúva lá me foi contando coisas para me entreter.
De repente apareceu a empregada (criada ou sopeira, como se dizia na época), a Rosa, a quem chamávamos a Rosinha dos Limões, a dizer:
- Nasceu uma menina! O menino Toninho tem uma maninha!
Fiquei rejubilante!
Mas só tive autorização de regressar a casa depois de ter sido dado o banho à minha irmã e de todos os outros trabalhos estarem concluídos.
Todos gabaram o encanto do bebé por contraste com o ranhoso, tinhoso, amarelo e meio vesgo que fora eu ao nascer.
Quando o meu pai regressou a casa, não ficou muito satisfeito por ter nascido uma rapariga. Ele queria outro moço (acho que não tinha grande confiança no futuro do que já tinha). Mal sabia que aquele ser tão rosado e lindo seria mais tarde a menina dos seus olhos e uma verdadeira Maria-rapaz.
Lembro-me de que nos tempos seguintes ao parto, após os almoços e enquanto a minha mãe se recolhia ao quarto para dar o peito à recém-nascida, me aninhava debaixo da Rosa que ficava na cozinha a lavar a loiça e ía subindo com os deditos pelas pernas da empregada até que sentia uma humidade que muito me excitava e dizia baixinho:
- Ó Rosa! Estás toda molhada! Fizeste xixi?
- O menino esteja quieto! Olhe que eu digo à mamã...
Mas ria-se. Parece que gostava!
Penso que foi assim a minha pré-iniciação sexual. Precoce, não?
 
Foi durante o período dos quatro anos seguintes que comecei a ir passar umas temporadas para casa das irmãs da minha mãe.
Eu adorava e para a Leta (de Julieta) era um alívio pois ficava mais à vontade para cuidar da pequenita.
 
Umas vezes ía para a pensão Meira (hoje hotel e ainda nas mãos da família), em Vila Praia de Âncora, para junto da tia Bela que era a mais velha das quatro manas e vivia com o tio Mão (de Simão) e os três filhos: Jorge, Zé (já falecido) e Nando. Curiosamente, eles e eu tínhamos diferenças de idade de cinco anos.
 
Outras ía para casa da Maria José (também conhecida por Mariquinhas ou Quinhas) que vivia com o tio Ribeiro (que era viajante e poucas vezes estava em casa); eram os meus padrinhos e tinham duas filhas: A Mimi (Julieta, como a minha mãe) e a Fininha (Delfina). Mais tarde, tinha eu oito anos, tiveram um rapaz: o Tone-Zé. Viviam muito perto da pensão e eu passava mais tempo com os meus primos que na casa que quasi só tinha mulheres,
A tia Bela faleceu em 2005 com noventa e dois anos que é a idade que tem hoje a única sobrevivente do quarteto – a minha madrinha. Infelizmente tem a doença de Parkinson que lhe afecta o equilíbrio, a mobilidade e ainda a fala.
Fui vê-la neste mês de Agosto e telefono-lhe duas vezes por semana. Já não consegue falar comigo: delega na Fininha.
A Bela e a Quinhas viviam a menos de cem metros uma da outra mas volta e meia estavam zangadas. Feitios!
 
Entretanto, a tia Minda, que vivia numa casa ao lado da Maria José (todas elas na rua principal que era, nem mais nem menos que a Estrada Nacional 13, então com pouco movimento de automóveis), casou com o tio Tone de Valença que era seu primo direito.
E o jovem Tone, Tone Castilho ou Toninho, como me chamavam, começou a ir passar umas temporadas também àquela vila do Alto Minho.
Viviam junto à estrada para Monção, logo após e desvio para o Monte do Faro, numa casa sem abastecimento de água nem saneamento básico. Nem fossa séptica havia; só fossas secas. Viviam com o pai dele, o tio João, um velhote muito buçal que nunca lavava os dentes e faleceu já com provecta idade mas mantendo a dentadura natural intacta.
Tinham uma mercearia, um armazém de sal e alguma terra de cultivo, com uma pequena área isolada onde se desenvolviam flores várias.
Num ponto mais remoto da propriedade havia um grande tanque onde a tia lavava a roupa e, nos pequenos charcos que se formavam junto do lavadouro, viviam muitas rãs que eu me entretinha a ver saltar daqui para ali.
Mais tarde tiveram uma filha, a Cecília (Cila) e eu deixei de ir para lá.
Recordo particularmente os jogos de cartas (com baralhos exibindo as sugestivas figuras dos naipes espanhóis) que fazíamos nas noites de inverno com a braseira acesa, mas também dos jantares pela fresca, sob as vinhas que sombreavam a zona exterior à cozinha.
Tenho pena que já nada disso pertença à família.
 
Estas ausências solitárias da casa do Porto ocorriam fora do período de praia (que era de cerca de três meses) e das épocas festivas, nomeadamente o Natal e a Páscoa, quando toda a família se deslocava para a vila sita uns dezasseis quilómetros a norte de Viana do Castelo. O meu pai só o fazia parcialmente porque tinha de ganhar o dinheirinho para sustentar a família.
 
Tenho de reconhecer que nunca senti saudades (excepto uma vez em que me lembro de ter vertido umas lágrimas à noite, já na cama). Os meus pais muitas vezes não me queriam deixar ficar lá longe mas, perante a minha insistência e a dos meus tios e primos, acabavam por anuir, embora tristes.
Muitos episódios poderia aqui verter. Muitas peripécias contar.
 
Uma vez estava na casa da minha madrinha, a Quinhas.
Numa tarde, pouco depois do almoço, fui com a minha tia vê-la a lavar alguma roupa no tanque que havia no quintal. Vestia um bibe e, como qualquer miúdo normal, procurava mexer na água.
E a Maria José avisou-me:
- Olha que se molhares o bibe apanhas uma sapatada no rabo.
Retive a ameaça mas continuei a brincar com a água. Pouco depois a madrinha retirou-se e disse-me:
- Agora anda cá para dentro para a minha beira.
Fiquei mais um pouco a entreter-me até que molhei uma ponta do bibe.
O aviso soou-me de novo como se a tia ainda ali estivesse:
“Olha que se molhares o bibe apanhas uma sapatada no rabo”.
E, como mais vale prevenir do que remediar, resolvi procurar sorrateiramente um sítio onde pudesse esperar que a roupa secasse.
E assim me escondi num canto entre a cómoda e a parede, no quarto dos meus padrinhos.
Passado algum tempo comecei a ouvir a Quinhas a chamar por mim. Mas o instinto de defesa dizia-me para continuar ali, quietinho e caladinho.
A terceira das irmãs da minha mãe estava cada vez mais aflita e foi chamar a D. Laura, uma viúva vizinha que pertencia a família requintada.
E lá andaram as duas a vasculhar tudo o que era sítio ao mesmo tempo que, progressivamente de forma mais angustiada, íam chamando por mim: estiveram na rua e no quintal. Falaram que podiam ter sido uns ciganos que tinham passado por ali há pouco tempo que me teriam raptado. A minha madrinha chorava. E eu ía apalpando o bibe: o malvado nunca mais secava.
Até que ao fim de bastante tempo, seguramente mais de uma hora, as duas entraram outra vez no quarto e puseram-se de gatas.
- Ó Mariquinhas! – chamou a senhora – Estou a ver ali qualquer coisa.
A “qualquer coisa” era eu!
E assim me descobriram.
Claro que ouvi uma reprimenda e tive de me justificar com o medo de apanhar uns açoites por cauda da roupa molhada.
Mas livrei-me deles!
 
Também na pequena casa térrea do Porto, perto da Carvalhido, com o número de correio 1015, houve peripécias.
Paralelamente à rua, já então movimentada e com os carros eléctricos (era o 6 para o Monte dos Burgos, se não estou errado) a passarem constantemente, desenvolvia-se a um nível inferior um quintal para o qual se descia por uma longa e razoavelmente larga escada de granito. Lá em baixo costumava andar de triciclo num espaço cimentado que ficava ao fundo das escadas e junto de uma porta que dava acesso a uma cave onde abundavam os ratos.
Uma vez pus-me a pedalar no patamar do cimo das escadas. Por azar inexplicável deslizei e fui mais o triciclo pelas escadas abaixo até ao tal espaço mais liso.
A minha irmã, que ao tempo dizia as primeiras palavras, foi a correr ao escritório onde estava o meu pai e disse:
- Papá! Toninho...
E fazia girar os antebraços, um em torno do outro em frente ao peito, para querer significar que eu rolara.
- Papá! Toninho...
O meu pai percebeu a mensagem gestual e precipitou-se para as escadas.
Lá estava eu no fundo, ainda embrulhado no pequeno velocípede de três rodas e a chorar.
Mas não fiz qualquer ferimento de gravidade; o amor-próprio foi o mais atingido.
 
Não posso deixar de fazer referência ao facto de os telefones ainda serem pouco comuns naquela altura. Mas o meu pai, profissional liberal, tinha necessidade de ter um. Lembro-me que era preto e tinha o número 62411. Para as chamadas locais bastava discar o número pretendido. Para as interurbanas era necessário dar a uma manivela para chamar uma telefonista da central sendo o número desejado pedido oralmente. Passado mais ou menos tempo o telefone tocava e a operadora anunciava que já se podia falar com o assinante solicitado. Este serviço público pertencia então aos CTT – Correios, Telégrafo e Telefones.
 
Na outra extremidade do quintal da casa de Oliveira Monteiro vivia uma família cuja senhora era conhecida como “a bruxa”. Parece que tinha um negócio montado de atendimento a clientes mais incautos perante os quais exibia os seus dotes divinatórios.
Um dia, disseram que tinha morrido uma das filhas d’ “a bruxa”. Era uma rapariga com menos de dez anos.
De minha casa pude ver ao longe e através de uma porta aberta, um caixão rodeado por candelabros com velas. Foi o meu primeiro contacto com a morte.
 
E havia as visitas da minha avó paterna, de uma outra senhora de idade avançada, sempre vestida de preto e com um chapéu com uma rede na frente do rosto, a D. Adelaide, de um tio da minha mãe, o padre Fernando, que volta e meia tinha problemas de saúde e ficava lá em casa dormindo com os ratos na cave, um irmão do meu avô materno, o tio brasileiro ou tio Manuel que tinha a família no outro lado do Atlântico (penso que em Poços de Caldas, no estado de Minas Gerais) mas que vinha passar umas temporadas a Portugal onde, apesar de ser já idoso, dava satisfação ao seu grande desejo por mulheres: um magricela, mas um garanhão.
 
Não devo esquecer o Zé, um pouco mais velho do que eu e filho do Pinto, cabeleireiro de senhoras, que vivia e trabalhava em frente, que era o meu parceiro de brincadeiras.
Nunca mais o vi ou soube alguma coisa dele.
 
Se procurasse mais coisas no fundo do baú das memórias certamente outros acontecimentos mais ou menos interessantes viriam alongar este repositório.
Mas vou ficar por aqui...
 
Nota: Solicito que não ousem chamar-me de Toninho porque arranjarão um inimigo para o resto da vida: percebido?


publicado por António às 23:10
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39 comentários:
De Peter15 a 25 de Agosto de 2007 às 00:38
É bom recordar o passado, desde que o mesmo não se torne obsessão.
Atenção às gralhas:
"com as penas a pender no lado exterior"
Esta das "penas", tem graça, mas outras não...
Eu sei, e a mim já me tem acontecido, cometer erros sistemáticos e que não detectamos.

Bom fds e vai escrevendo, que cá estou para te ler, com "gralhas", ou sem elas.


De António a 25 de Agosto de 2007 às 09:43
Olá, Peter!
Obrigado pela visita.
As gralhas!
São normais.
E quem escreve é o pior de todos os revisores de textos. Tem a tendência para ler o que pensou escrever e não o que de facto escreveu.
Já emendei essa que referes. Obrigado pelo aviso.

Antes de começar a escrever ficção passei tempos e tempos a escrever memórias.
Como se pode ver pela amostra anexa, ainda o faço quando me lembro de um assunto que me parece valer a pena recordar e registar.
É, além do mais, um processo de deixar marcos para o futuro.

Um abraço


De apps a 25 de Agosto de 2007 às 01:11
...littlest things * beijo *ap

ah, quanto à questão do Toninho, ok,... Toninho! rebeijo


De António a 25 de Agosto de 2007 às 09:44
Olá!
Detalhinhos...traduziria eu!
Beijos para ti, Paulinha!
ah ah ah
(e obrigado pela visita e pelo comentário)


De leonoreta a 25 de Agosto de 2007 às 09:48
ola antonio
passei por aqui para ver se ja tinhas retomado a escrita... e sim, ja retomaste.
fiquei surpresa com o tamanho do post pelo que nao vou le-lo agora porque gosto de saborear as palavras. memorias do fundo do bau cheira a recordaçoes e assim lendo por alto, a correr, deu-me a sensaçao de que falas de ti.
voltarei mais tarde
obrigado por me teres descoberto a careca relativamente aos premios literarios. ja agora descubro a tua que nao fica atras. parabens pelo premio e pelas mençoes honrosas.
beijinhos


De António a 25 de Agosto de 2007 às 10:08
Querida Leonor!
Eu divulguei aqui no blog os prémios que tive; tu não o fizeste no teu.
Portanto, tu é que tinhas a careca tapada...ah ah ah.
É um post longo, sim senhora.
Longo e talvez chato para quem o ler.
Mas não poderia deixar de escrever sobre este período da minha vida...
E há quem diga que as pessoas só se lembram de acontecimentos que viveram após os 4 anos de idade. Balelas!
(quando o leres, se descobrires gralhas, diz, ok? O Peter já o fez e eu fico agradecido)

Beijinhos


De Paula Raposo a 25 de Agosto de 2007 às 11:50
Ora bem! Um belo recomeço! Recordações da meninice, com todas as descrições perfeitas e que nos transportam aonde nos queres levar. Gostei muito. Beijos.


De António a 25 de Agosto de 2007 às 14:33
Querida Paula!
Este longo texto foi escrito mais para mim do que para os outros (ao contrário do habitual).
Momentos que eu quis pintar para a posteridade.
Ainda bem que gostaste!
Obrigado pela visita e comentário.

Beijinhos


De leonoreta a 25 de Agosto de 2007 às 13:03
fui lendo o texto ao longo da manha entre duas saidas e a realização do almoço. como se tratavam de pequenos episodios dentro nao perdi o fio á meada e fui-te acompanhando numa linha cronologica que nao pára.
esconderes-te entre a comoda e a parede á espera que o bibe secasse lembrou-me que uma vez escondi-me no guarda fatos e todos andaram á minha procura e quando sai devagar, a minha tia que se penteava ao espelho pelo lado de fora desmaiou com o susto mas ninguem me bateu.
beijinhos


De António a 25 de Agosto de 2007 às 14:43
Obrigado pela leitura.
Depois de mês e meio sem postar tinha de sair uma coisa longa (e chata) como a espada de D. Afonso Henriques.
(ainda bem que a tua tia não sofria do coração...ihihih)

Beijinhos


De sophiamar a 25 de Agosto de 2007 às 19:38
E cá te tenho de novo! Finalmente e felizmente!Um post longo, sim, mas que li por inteiro. Muito engraçado e que por ser longo me obrigará, com todo o gosto, a fazer mais comentários.
Pois o menino Toninho era um malandreco e muito cedo começou as suas experiências sexuais.Quem o diria!
Quanto à escola, passei pelo mesmo e conto-o num post recente " A menina Olinda".
Então a menina rosadinha saiu uma Maria rapaz? As mulheres são assim. Destemidas. Nada têm a ver com aqueles fininhos, enfezadinhos feitos meninos da mamã. Mas creio que nuca foste muito menino da mamã embora te protegessem. Querias mais rua, brincadeira com os primos, férias longas , longe de casa.
Deixo-te beijinhos e a promessa de que voltarei para comentar as diabruras do menino António. Não achas que Toninho fica melhor? EHEHEHEHEH


De António a 25 de Agosto de 2007 às 19:57
Olá, Isabel!
Bem aparecida!
Já li "A menina Olinda".
O meu "instrutor" era o Sr. Fernando, meu pai.
Marcava-me umas cópias para eu fazer de tarde.
Muitas vezes, ele chegava a casa e eu não tinha feito nada. Pois ía logo fazer: pater dixit (acabo de inventar esta frase latina...eh eh).
ah ah ah
Podes crer que nunca fui menino da mamã.
Era um pouco tímido mas sociável q. b.
Era sensato mas fazia asneiras como todos.
E os meus habitats favoritos eram o quintal ou a rua.
Felizmente não havia TV nesse tempo!

Beijinhos


De .blogspot.com/ a 25 de Agosto de 2007 às 22:50
Voltei, António! Verifiquei que leste todos os meus posts, os do meu baú. E o prazer que nos dá, especialmente a nós que os escrevemos, recordar estes momentos da nossa infância. Tal como tu, também eu gostava de andar metida na água. Olha, os dias de chuva eram uma festa e só muito raramente não acabavam com umas belas sapatadas no traseiro.
Com que então estiveste escondido quase uma hora atrás do móvel . Uma partida que deixou a tia quase a morrer se susto. Olha o santinho do Toninho. ahahahahah É a última vez que te trato assim. António é um nome lindo. Como o autor do blog.
Beijinhos mil


De António a 26 de Agosto de 2007 às 09:02
Agora vou ao teu blog porque hoje é um dia especial para ti...


De sophiamar a 26 de Agosto de 2007 às 09:51
António, Querido Amigo

Agradeço as tuas doces palavras e a amizade que nelas me chegou.Hummmm! Bigada! De facto este mundo virtual tem muito de real.Gosto muito de ti.
Retribuo com beijinhos muito, muito especiais e um abraço muito apertadinho.

Adorei o postal! És um querido e terno amigo!



De António a 26 de Agosto de 2007 às 11:43
Para o ano há mais!
ah ah ah
Ainda cá vamos andar, não é verdade?
O querer já é uma grande ajuda.

Beijinhos


De sophiamar a 27 de Agosto de 2007 às 10:30
Querido António!

Claro que para o ano ainda cá andaremos. O desejo já é meio caminho andado. Então, não temos ambos de remexer no nosso baú? Estas histórias têm de ser partilhadas com os amigos.
E sabes bem quanta falta me fazes por aqui.
Vamos continuar!
Leva beijinhos molhados, da tempestade que por aqui passou, e passa uma boa semana! Ahahahahahahah


De António a 27 de Agosto de 2007 às 12:21
Pois é, Isabel!
Uma boa semana para ti.

Beijinhos


De sophiamar a 28 de Agosto de 2007 às 17:06
Tens um certificado lá no meu canto. Passa e leva-o. Não precisas fazer nomeações. Gostava muito de o ver no teu blog.
Beijinhosss


De su a 25 de Agosto de 2007 às 19:51
lembrei.me de aqui vir dar uma olhadela.................e ops deliciei-me com o teu passado, com o modo como o descreves-------reli..........amei a cena do bibe...espantei com a cena da criada...pasmei com a memoria...................e dei conta o "toninho" existe:)

jocas maradas--------------------sempre


De António a 25 de Agosto de 2007 às 21:57
Minha querida Susana!
Gostei muito de te ver por aqui, a comentar.
E ainda mais que tenhas gostado do que leste.

Beijinhos para ti


De poesiamgd.blogspot.com a 25 de Agosto de 2007 às 20:05
Bem descritivo (isso, de facto, é mesmo para ti...), muito bem trabalhado... e muito curioso!
Está descansado que te não vou chamar toninho...
bjs


De António a 25 de Agosto de 2007 às 22:09
Olá, Goreti!
Acho que há coisas que não se devem perder quando eu morrer ou ficar mentalmente afectado, por isso escrevo alguns textos como este.
Alguns?
Já escrevi imensos, sobretudo antes de entrar pelos caminhos da ficção. Lá por 2005.

Beijinhos


De saltapocinhas a 26 de Agosto de 2007 às 00:19
também entrei para a escola com 6 anos e também com umas "ajudas"...
E também me lembro do nascimento da minha irmã, mas esse foi no dia em que eu fazia 5 anos.
E o resto ainda não li :)


De António a 26 de Agosto de 2007 às 12:09
Preguiçosa!
Ora, ora!
Recordar coisas dos 5 anos de idade não é grande feito, pois não?
ihihihih

Beijinhos


De wind a 26 de Agosto de 2007 às 21:00
Adorei as tuas histórias:)
Como sempre descritivas ao último pormenor e fartei-me de rir às gargalhadas com algumas coisas "Toninho"


De António a 26 de Agosto de 2007 às 23:01
Querida Isabel!
Mas olha que eu era um puto sossegadinho...senão precisaria de um livro para contar as travessuras.

Beijinhos


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